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O mosquito Aedes aegypti transmite o vírus da dengue, chikungunya e da zika .(Divulgação)
O mosquito Aedes aegypti transmite o vírus da dengue, chikungunya e da zika .(Divulgação)

Zika: O que acontece com quem procura ajuda

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
04.dez.2015 | 15h34 |

Numa epidemia, as informações oficiais precisam ser corretas, uniformes e circular com rapidez. Nos últimos três dias, a Lupa checou o que autoridades de 14 capitais afetadas pela epidemia de microcefalia vêm dizendo sobre zika, vírus causador dessa grave má-formação congênita.

Dois perfis – um masculino e um feminino – foram criados aqui no Facebook para realizar esse teste virtual. B. está grávida, teve zika e busca informações. P. é homem, tem sintomas de gripe, manchas vermelhas pelo corpo e precisa de orientação.

Cada um enviou uma única pergunta às redes sociais do Ministério da Saúde e de 14 prefeituras – as de Prefeitura do Recife, Prefeitura de João Pessoa, Prefeitura do Natal, Prefeitura de Aracaju, Prefeitura de Maceió, Prefeitura de Salvador, Prefeitura do Rio de Janeiro, Prefeitura de São Luís, Prefeitura de Palmas, Prefeitura Municipal de Goiânia, Prefeitura Municipal de Campo Grande, Prefeitura de Fortaleza, Pref. Municipal de Teresina e Governo de Brasília.

O monitoramento da Lupa foi feito entre às 17h30 do dia 1 e às 10h30 do dia 4 de dezembro. O balanço final deste trabalho integra a primeira série de checagens no modelo test-drive que a LUPA fará daqui em diante. Veja os resultados:

1) Das 14 cidades que receberam perguntas, duas não responderam nada: as de João Pessoa e Campo Grande.

2) Duas prefeituras responderam apenas à grávida: a do Rio de Janeiro e a de Aracaju. Fortaleza e Distrito Federal responderam apenas ao homem.

3) Das 12 prefeituras que responderam ambos, a maioria o fez em menos de uma hora.

4) Quatro prefeituras demoraram até dois dias para atender aos dois perfis. Foram elas as prefeituras de Salvador, Goiânia, Teresina e Aracaju.

5) Os dois perfis receberam o mesmo número de respostas (10). Isso evidencia que o grau de atenção não se diferencia em função do sexo de quem pede informação.

6) Não responderam à grávida Campo Grande, Distrito Federal, Fortaleza e João Pessoa.

7) Não atenderam ao homem as prefeituras de João Pessoa, Campo Grande, Aracaju e Rio de Janeiro.

8) O Ministério da Saúde também foi alvo de perguntas dos dois perfis. A pasta respondeu apenas à grávida, em 21 minutos.

9) Nenhuma das prefeituras indicou o uso de repelentes ou de roupas longas, conforme sugere oficialmente o Ministério da Saúde.

DE OLHO

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Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
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