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Raimundo Colombo em sua posse (Divulgação/Alesc)
Raimundo Colombo em sua posse (Divulgação/Alesc)

Segurança tem índices ruins em Santa Catarina

Fundadora | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
11.jan.2016 | 11h17 |

Raimundo Colombo (PSD/SC) tomou posse de seu segundo mandato prometendo atenção à escalada da violência em Santa Catarina. No discurso, ele disse: “a segurança pública, mais que um índice, será uma meta de qualidade de vida, perseguida diariamente com um conjunto de ações de proteção à vida e liberdade dos catarinenses”.

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Um ano depois, a Lupa voltou a esse pronunciamento.

Em seu site, a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina informa que foram investidos R$ 133 milhões na área em 2015. A verba foi utilizada para realização de “obras físicas, distribuição de viaturas e equipamentos e o avanço da tecnologia”.

No primeiro ano da segunda gestão de Colombo, houve, entretanto, alta no total de casos de homicídio, de latrocínio e no número de boletins de ocorrência por tráfico de drogas. Caiu o número de homicídios em decorrência da ação da Polícia Militar, sempre comparado a 2014. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Entre janeiro e outubro de 2015, o estado registrou 646 casos de homicídio, 8,5% a mais do que os 595 computados no mesmo período do ano passado.

Nos primeiro dez meses de 2015, Santa Catarina teve 55 latrocínios, numa alta de 22,2% frente aos 45 casos de 2014.

O total de boletins de ocorrência por tráfico de drogas cresceu 34,3%, passando de 5.003 casos entre janeiro e outubro do ano passado, para 6.720 entre janeiro e outubro de 2015.

A taxa de homicídios em decorrência da ação da PM teve queda de 28,3%. Nos primeiros dez meses de 2014 foram 67 casos. Em 2015, no mesmo período, 48.

A checagem do discurso de posse de Colombo (PSD/SC) faz parte de uma série de checagens realizada pela Lupa com governadores eleitos em 2014. Os governadores Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG) e Luiz Fernando Pezão (RJ) também tiveram seus discursos checados.

 

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