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Quito - Equador, 26/01/2016. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Quito - Equador, 26/01/2016. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma erra ao falar de aedes aegypti

Fundadora | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
27.jan.2016 | 14h12 |

Ontem (26 de janeiro), em Quito, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se com o presidente equatoriano, Rafael Correa, e, ao anunciar que o Brasil iniciará “um verdadeiro combate ao vírus da zika”, falou sobre o aedes aegypti, mosquito que transmite a doença. No intuito de dar uma dimensão do grande desafio que o Brasil tem pela frente, Dilma afirmou que: “A fêmea põe 400 ovos”.

FALSO

Segundo informações disponíveis no site do Instituto Oswaldo Cruz e confirmados nesta terça-feira pela assessoria de imprensa da entidade, “uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida”. Esta cifra é quase quatro vezes maior do que a citada pela presidente em Quito.

Ainda segundo o instituto, o aedes aegypti fêmea põe “cerca de 100 ovos por vez, a cada três ou quatro dias”.

Tendo em vista que o dado citado por Dilma é de difícil apuração, a Lupa procurou ainda a Organização Pan-americana de Saúde, entidade que integra a Organização Mundial de Saúde (OMS) da ONU. A entidade referendou todos os dados fornecidos pelo Instituto Oswaldo Cruz.

Por fim, a agência localizou no site do governo federal a mesma informação. O Portal Brasil relata que o mosquito põe 1.500 ovos e que eles sobrevivem por 400 dias.

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