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Brasília - DF, 02/02/2016. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
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No Congresso, Dilma erra ao falar sobre zika

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
02.fev.2016 | 17h51 |

No discurso que fez nesta terça-feira (2 de fevereiro) para marcar a abertura do ano legislativo no Congresso, a presidente Dilma Rousseff falou sobre o surto de zika vírus e a epidemia de microcefalia: “Este grave problema (a microcefalia) foi associado pelos pesquisadores ao vírus zika, cuja presença no país havia sido identificada também no final de 2015”.

FALSO

No dia 14 de maio de 2015, o então ministro da Saúde, Arthur Chioro, convocou uma coletiva para tratar sobre o zika vírus. Na época, minimizou o problema: “É preciso deixar claro que o zika vírus não nos preocupa”.

Quatorze dias mais tarde, em 28 de maio de 2015, relatório elaborado por um coordenador da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde já apontava a “situação atual de chikungunya e zika vírus” no Brasil.

Na parte do documento que trata exclusivamente sobre o zika, informa-se que já havia notificações da presença do vírus no país um mês antes, em abril de 2015.

Até então, segundo o relatório, já tinham sido feitos exames em diversas localidades do Nordeste para confirmar que os suspeitos de contaminação tinham mesmo zika e não dengue ou chikungunya.

Esses exames começaram a ser realizados depois de que, em outubro de 2014, surgiram suspeitas de contaminação por zika no Rio Grande do Norte. Até maio de 2015, já haviam sido confirmados 32 casos do vírus na região.

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