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Você sabia que 5% da Câmara de hoje votou sobre o impeachment em 1992?

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
15.abr.2016 | 12h17 |

No dia 30 de setembro de 1992, o Diário do Congresso Nacional publicou a lista dos deputados federais que haviam se posicionado publicamente no dia anterior, na sessão plenária que avaliou o processo de impeachment do então presidente, Fernando Collor de Mello. Segundo o documento, dos 503 parlamentares que integravam aquela Legislatura, 441 votaram “sim”, pelo avanço do impedimento; 38 votaram “não”; um se absteve e 23 se ausentaram.

A Lupa se debruçou sobre essa lista de 503 deputados e constatou que 26* deles votarão pela segunda vez sobre um processo de impeachment no plenário da Câmara, no próximo domingo (17). Isso significa que, dos 513 deputados que decidirão sobre a continuidade do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, 5% já tem experiência com esse tipo de sessão.

Analisando o voto de cada um desses 26 parlamentares em 1992, observam-se alguns pontos interessantes. Apenas dois deles votaram “não”, indo contra o impeachment de Collor. Foram eles os deputados Átila Lins (então PFL, hoje PSD) e Nelson Marquezelli (PTB). Em suas redes sociais ambos defendem a continuidade do processo contra Dilma. Marquezelli publicou sua posição no Facebook na quinta-feira (14). Lins fez o mesmo. Em sua rede social, explicou que em 1992 seguiu a orientação partidária e que fará o mesmo no domingo.

Os outros 24* parlamentares se reuniram no grupo dos que votaram “sim”. Entre eles, estão figuras que ganharam destaque no debate político atual, como a deputada Jandira Feghali (PCdoB e integrante da Comissão Especial do Impeachment de Dilma), Benedita da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (antes PDC, hoje PSC).

Hoje em dia, as duas primeiras se colocam de forma contrária ao impedimento da presidente. Em seus perfis de Facebook, Jandira diz que “a democracia vai vencer”Benedita afirma que “não vai ter golpe”.

Bolsonaro, por sua vez, defende em vídeo a saída por impeachment de Dilma.

*Atualização: Na tarde desta sexta-feira, o deputado Roberto Freire (PPS) afastou-se da vaga de suplente que ocupava, alterando de 27 para 26 o total de parlamentares que terão a chance de participar da votação de dois processos de impeachment.

Confira tabela abaixo.

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