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Estudo da FGV: o tamanho do ‘sim’ ao impeachment no Twitter

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
16.maio.2016 | 18h49 |

Na guerra travada em torno do impeachment no Twitter, falou mais alto a voz daqueles que defendem o afastamento da presidente Dilma Rousseff. A pedido da Lupa, a DAPP/FGV analisou menções relacionadas ao assunto nessa rede de microblogs. De acordo com o recorte do estudo, tanto no dia 17 de abril (durante a votação do impeachment no plenário da Câmara) quanto no dia 11 de maio (durante a votação no plenário do Senado), o grupo favorável ao impedimento da presidente foi ligeiramente maior e mais presente na internet do que seus opositores.

Entre a 0h do dia 17 de abril e a 0h do dia 18 de abril, a DAPP coletou 2,6 milhões de tuítes relacionados ao impeachment. Nesse grupo, 40% (em azul) defendiam o avanço do impeachment, 39% (em vermelho) eram contra, e 20% (em laranja) mantinham opiniões neutras sobre o processo, segundo classificação feita pela FGV. Veja o gráfico:grafoimpeachment1704Entre as 11h do dia 11 de maio até as 11h do dia 12 de maio, o número de tuítes ligados ao impeachment foi bem menor: 963 mil. Neles, novamente o grupo que apoiava o afastamento da presente foi mais presente: 38% defendiam o impeachment, 30% eram contra, e 26% não se alinharam. Veja o gráfico:

grafoimpeachment1205

ANÁLISES E OBSERVAÇÕES

Segundo a DAPP/FGV, algumas interpretações são possíveis e merecem destaque nesta análise:

Na primeira votação, de abril, os gráficos indicam que ainda existia dúvida sobre o avanço do processo contra a presidente. Em quanto, na segunda votação, mostra que o sentimento era de que o afastamento da presidente era inevitável. Não teve surpresa.

O “circo” midiático exibido na Câmara, com votos em aberto conjugados com justificativas polêmicas, em pleno domingo, repercutiu nas redes bem mais do que os discurso de 15 minutos feitos pelos senadores ao longo de uma sessão de mais de 20h, realizada em dia de semana.

Na avaliação das duas datas, a DAPP/FGV ainda produziu duas nuvens de palavras, tomando por base o conteúdo dos tuítes relacionados ao impeachment nas duas datas. Em abril, o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi mais citado do que Dilma. Veja:

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Na votação de maio, a nuvem mostra a preponderância do nome da presidente mas também da palavra “golpe”.

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