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Nice: redes sociais propagam fotos de falsas vítimas e de falsos suspeitos

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
19.jul.2016 | 12h16 |

Na última quinta-feira, dia 14 de julho, poucos minutos depois de um caminhão atropelar e matar mais de 80 pessoas na cidade francesa de Nice, as redes sociais foram inundadas por fotografias de falsas vítimas e falsos suspeitos. O fenômeno chamou a atenção do canal de televisão France 24 e levou o grupo de checadores do Les Observateurs a se debruçar sobre essas informações. Quem posta imagens falsas depois de um ataque terrorista? E como reagem aqueles indivíduos que nelas aparecem e nada têm a ver com o evento?

Para fazer esse trabalho, o jornalista francês Alexandre Capron e sua equipe separaram alguns casos que consideraram emblemáticos e publicaram o resultado tanto em francês quanto em inglês.

1) O sikh “sempre” suspeito:

sikh

A foto compartilhada após os atentados de Nice já havia sido publicada como sendo a de um suspeito de terrorismo em 13 de novembro do ano passado, depois dos ataques de Paris.  Na época, o Buzzfeed descobriu que o homem retratado era Veerender Jubbal, apenas um morador do Canadá que tinha tido uma selfie roubada e alterada em Photoshop. Até a última sexta-feira, não havia absolutamente qualquer suspeita contra ele por conta dos atentados ocorridos na França. E, para reverter os rumores lançados por um grupo com o qual Jubbal havia discutido em público, foi preciso que ele acionasse uma rede de amigos e publicasse diversos tuítes se defendendo.

2) O mexicano que morre “sempre”:
mexicano

Este homem morreu nos últimos quatro ataques terroristas. Fotos dele foram postadas nas redes sociais depois do atentado contra o avião da EgyptAir, contra o aeroporto de Istambul, a boate de Orlando e a orla de Nice. Intrigados, Les Observateurs localizaram o indivíduo no México e, sem identificá-lo, contaram sua história. Na reportagem publicada há poucos dias, os checadores relatam que o mexicano vem sendo alvo de ataques digitais orquestrados por ex-amigos que o acusam de ter roubado dinheiro. Coisa de US$ 1 mil. Há pouco que se possa fazer.

Para outros casos de falsas vítimas e falsos suspeitos, clique na reportagem original.

Nota: A Lupa se soma a Les Observateurs ao propor cautela no compartilhamento de imagens pela internet. Em momentos de crise, se você não conhece a pessoa que difunde uma fotografia, duvide da imagem. Não a propague. Se quiser ir além e checar a foto, passe o arquivo pelo Google Images. Esta ferramenta é capaz de mostrar se a fotografia já foi publicada antes e em que circunstâncias.

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