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O prefeito Fernando Haddad (PT), e a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB), tomam posse na Câmara Municipal de SP (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
O prefeito Fernando Haddad (PT), e a vice-prefeita Nádia Campeão (PCdoB), tomam posse na Câmara Municipal de SP (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Do discurso às realizações do prefeito Fernando Haddad

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
30.dez.2016 | 11h22 |

Fernando Haddad deixa a Prefeitura de São Paulo nos próximos dias. Quando assumiu a capital paulista em 2013, o petista lançou ideias para sua gestão em seu discurso de posse. Confira a situação dos objetivos anunciados por ele:

“O primeiro desafio é o da miséria extrema, que ainda existe em nossa cidade”

DE OLHO

O QUE SABE: Em 2013, o painel de monitoramento do programa federal Brasil sem Miséria identificou 25,16% da população considerada miserável da cidade de São Paulo não registrada na Prefeitura como em situação de pobreza extrema. São pessoas que mesmo dentro do perfil não eram, naquele momento, enxergadas  pelo município. Em abril de 2016, o mesmo órgão identificou 9,28% nessa situação não cadastradas na Prefeitura. A quantidade de paulistanos incluídos em programas sociais para combate à miséria também cresceu. Em 2013, eram 35.501 famílias participantes. Em junho de 2016, o número foi a 139.918 famílias. Esses dados são produzidos a cada dois anos. Por isso, não é possível saber se neste período mais famílias entraram em situação de extrema pobreza ou se ocorreu apenas um aumento da cobertura das políticas públicas. Procurada, a prefeitura não comentou.


 “Em terceiro lugar, [está] a qualidade dos serviços públicos com ênfase para a saúde”

DE OLHO

ENTRETANTO: Segundo dados da prefeitura, a Saúde foi, junto com a área de Desenvolvimento Social, a  que menos teve metas concluídas. Das sete propostas do setor, seis não foram completadas. São elas e seu percentual de conclusão: a implantação do prontuário eletrônico na rede pública (92,5%), a construção de três novos hospitais (75,8%), a recuperação de 16 hospitais (88,6%), a construção de 43 UBSs (67,5%), a reforma de 20 Pronto-Socorros e instalação de cinco UPAs (53,7%), a implantação de 30 Centros de Atenção Psicossociais (31,6%). Procurada, a prefeitura confirmou os dados.


“Uma quarta referência que gostaria de fazer, a questão de moradia”

DE OLHO

ENTRETANTO: Haddad tinha três metas na Habitação. Apenas uma delas foi concluída: beneficiar 200 mil famílias no programa de regularização fundiária. Já a promessa de 55 mil unidades habitacionais atingiu somente 57,6% do objetivo. O mandato termina com a entrega de 14.951 casas e o restante está em obras. A urbanização de favelas para atendimento de 70 mil famílias, terceira meta, alcançou 69,6% do estipulado. Procurada, a prefeitura confirmou os dados. 


“Não há como levar em frente esse grande empreendimento que é a nossa cidade sem renegociar o contrato da dívida com o governo federal”

VERDADEIRO

Segundo um relatório técnico lançado este ano, Haddad renegociou a dívida com o governo federal em fevereiro de 2016 e, pelas novas bases, a previsão é que se consiga “uma redução de cerca de R$ 45 bilhões”. Ou seja, a dívida que era de R$ 73,1 bilhões em 2015, passaria a ser de R$ 28,1 bilhões. Mas esses resultados só poderão ser vistos no balanço do último ano da gestão que será publicado em 2017. O Ministério da Fazenda confirmou a negociação feita. 


Em 2013, quando assumiu a Prefeitura de São Paulo, o petista fez 123 promessas e as tornou públicas no site Planeja Sampa. Veja abaixo que propostas foram para frente e quais ficaram pelo caminho:

PROMESSAS CONCLUÍDAS:

De acordo com informações do PlanejaSampa, em 19 de dezembro de 2016, 67 das 123 propostas (54,4%) tinham sido concluídas. Entre elas: formalizar 22.500 microempreendedores (foram formalizados 23.445), implantar 12 novos consultórios na rua com tratamento odontológico (foram feitos 14) e implantar 42 áreas com conexão wi-fi (foram criadas 12o locais).

PROMESSAS INCOMPLETAS;

Por outro lado, Fernando Haddad não conseguiu realizar 53 das metas que traçou. Ficaram pelo caminho a implantação de 60 centros de referência de assistência social (foram feitos somente cinco), ativar 300 pontos culturais (só foram efetuados 85) e ampliar o efetivo da Guarda Metropolitana em 2 mil (o aumento foi de 500 novos guardas).

** Esta reportagem foi publicada na edição de 30 de dezembro do jornal Folha de S.Paulo

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