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Foto de Pablo Fernandez Estefania (Flickr)
Foto de Pablo Fernandez Estefania (Flickr)

Depois daquele estupro coletivo: o que aconteceu com os acusados?

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
08.mar.2017 | 11h00 |

Em maio de 2016, o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos numa favela da Zona Oeste do Rio de Janeiro chegou à internet e causou comoção nacional. Foram divulgados vídeos e fotos do crime. Em uma das imagens de maior popularidade nas redes sociais, um homem chegava a sugerir que 30 pessoas tinham violentado a jovem: “mais de 30 engravidou”. A Polícia Civil do Rio indiciou seis pessoas e pediu a apreensão de um adolescente pelo crime. Dois desses homens foram condenados e estão presos. Dois estão foragidos. 

Nos últimos dias, a Lupa conferiu a situação do caso e dos eventuais avanços nas medidas administrativas anunciadas pelo governo federal naquela época. 

Também voltou a ouvir algumas das promessas do então secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, sobre o assunto. Veja o resultado dessa análise:

Beltrame: “Seja um ou 30 os envolvidos no crime, todos serão capturados e presos”

AINDA É CEDO PARA DIZER

A Polícia Civil do Rio indiciou seis homens e pediu a apreensão de um menor de idade pelos crimes de estupro e divulgação de imagens. Três dos sete se tornaram réus na Justiça estadual, e dois já foram condenados a 15 anos de cadeia. Eles estão presos, mas podem recorrer. O terceiro réu e o adolescente estão foragidos. O quinto acusado pelo estupro teve a denúncia rejeitada por falta de provas. O MP recorre.

Outros dois homens tiveram a prisão decretada pela Justiça Federal e também estão foragidos. Eles respondem por ter divulgado as imagens do estupro coletivo nas redes sociais. A mudança de competência ocorreu por conta de uma decisão de 2015 do Supremo Tribunal Federal, que determinou ser de competência federal crimes de divulgação de imagens de pedofilia na internet.

Por se tratar de um crime sexual envolvendo um menor de idade, ambos os processos correm sob sigilo, conforme determinação de lei federal de 2009.

jovem violentada e seus familiares passaram pelo programa federal que concede proteção a pessoas que são ameaçadas de morte. Em agosto, no entanto, a adolescente pediu para que fossem retirados do programa. Seu paradeiro, por hora, é sigiloso.

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