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Kellen Moraes/Divulgação
Kellen Moraes/Divulgação

Lupa, Facebook, revista piauí e ITS contra o avanço das notícias falsas

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
12.abr.2017 | 23h04 |

Em algum lugar do passado, fruto da crise do modelo de negócios ou de uma série de outros fatores, o bom jornalismo abriu brecha para a proliferação do mau jornalismo, para as notícias não verificadas e as informações enviesadas. Logo em seguida vieram as notícias falsas – e o mal que elas fazem à sociedade.

Na noite desta quarta-feira (12), em vez de chorar o leite derramado, as jornalistas Cristina Tardáguila, diretora da Lupa, Daniela Pinheiro, diretora do site da revista piauí, e Claudia Gurfinkel, responsável pelas parcerias de mídia do Facebook na América Latina, se reuniram no Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS), no Rio de Janeiro, para unir forças e apresentar – juntas – estratégias para combater a desinformação. O evento “Fake news e pós-verdade” foi mais um do calendário do LupaEducação e da caravana piauí.

Claudia abriu sua exposição falando sobre as estratégias que o Facebook vem adotando para combater as fake news. Detalhou a parceria que a plataforma selou com os checadores da International Fact-checking Network (IFCN), para verificação de conteúdo postado nela, e foi taxativa: “Não é censura. Se uma informação for classificada como equivocada pelos checadores, a entrega dela diminui, mas ainda assim será possível compartilhá-la. A pessoa apenas receberá um alerta de que aquele conteúdo foi verificado”.

Daniela chamou atenção, por sua vez, para o fato de também ser necessário combater as notícias de má qualidade, aquelas que derrubam a credibilidade dos veículos de comunicação e que acabam – de certa forma – empurrando o leitor para o consumo de informações oriundas de páginas duvidosas.

“As redações não compraram de verdade a ideia e a importância do digital. Os melhores jornalistas de um veículo precisam estar nas redações bem cedo, publicando os melhores conteúdos possíveis em seus sites e redes sociais logo de manhã. Não há mais ninguém esperando o jornal chegar em casa para se informar. As notícias vêm pelo celular, no café da manhã”, disse.

Cristina apresentou à plateia os códigos de ética e conduta dos checadores e destacou o tamanho do desafio que esse grupo tem pela frente. “Em 2009, deram um prêmio Pulitzer, o Oscar do jornalismo, para uma plataforma de checagem nos EUA. Oito anos mais tarde, o Brasil – desse tamanho todo – só tem três iniciativas de fact-checking atuando de forma plena. Estamos engatinhando a passos muito lentos, e as eleições de 2018 estão logo ali. Precisamos de um exército de checadores. Por isso lançamos o LupaEducação”.

Em 2 de abril – primeiro Dia Internacional do Fact-checking – a Lupa abriu seu braço de treinamento e capacitação em checagem. O programa de palestras e oficinas atende a pessoas de qualquer idade e formação acadêmica. Conheça.

O conteúdo produzido pela Lupa é de inteira responsabilidade da agência e não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização prévia.

A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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