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Fotos: Vagner Campos / Divulgação
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Marina diz que a Rede foi o único partido a defender a Lava Jato na TV. Será?

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
18.maio.2017 | 08h00 |

A ex-ministra do Meio Ambiente e fundadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, deu entrevista à Folha de S. Paulo na última quarta-feira (17) e falou sobre as reformas na Previdência Social e na legislação trabalhista. A possível candidata à Presidência também afirmou que seu partido tem sido o único a apoiar as investigações da Operação Lava Jato na TV. Veja abaixo o resultado das checagens:

“Fui a única que dedicou o programa de TV do partido para defender a Lava Jato”

EXAGERADO

De acordo com o calendário público estabelecido pela Justiça Eleitoral, até o dia 16 de maio, 20 dos 35 partidos já tinham exibido os programas de TV que estavam previstos para ir ao ar no primeiro semestre deste ano. Além da Rede, que dedicou quase a metade de seu programa de dez minutos à Lava Jato, outras duas legendas também fizeram defesa aberta da operação da Polícia Federal. No dia 4 de abril, o presidente nacional do PSDC, José Maria Eymael, mencionou a Lava Jato de forma positiva, ao criticar a proposta de votação em lista fechada – sistema na qual o eleitor escolhe um partido, e este decide a ordem dos candidatos. No dia 20 de abril, foi a vez do presidente nacional do PRTB, Levy Fidélix, defender a atuação da PF, ao afirmar na TV que o país está “perplexo” por conta das revelações feitas pela “Lava Jato e as delações a ela pertinentes”.


Ao mencionar as reformas que tramitam no Congresso, a ex-ministra afirmou que:

“Nem Dilma nem Temer colocaram o debate sobre essas reformas [previdenciária e trabalhista] no plano de governo”

VERDADEIRO, MAS

Nas eleições presidenciais de 2014, quando buscava a reeleição, a chapa composta por Dilma Rousseff e Michel Temer apresentou um programa de governo intitulado “13 compromissos programáticos de Dilma Rousseff”. Nele, a dupla realmente não defendeu a realização das reformas previdenciária e trabalhista. Na única menção à Previdência, o texto registrou apenas que o governo havia fortalecido o setor nas gestões petistas. No que diz respeito à questão trabalhista, havia apenas uma promessa da chapa: a de que, se fosse eleita, manteria diálogo “com os sindicatos para definir as grandes linhas das políticas trabalhistas”.

Vale destacar, no entanto, que em outubro de 2015, um ano depois de eleito, Temer apresentou junto com o PMDB o documento intitulado “Ponte para o Futuro”. Nele, o então vice-presidente defendeu tanto a reforma da Previdência quanto a trabalhista como plataforma de atuação do Palácio do Planalto.


Marina também falou sobre o desempenho da Rede nas eleições do ano passado:

“Se comparar com o PSOL, que tem mais de dez anos, tivemos [a Rede] desempenho muito bom [nas eleições de 2016]”

VERDADEIRO

Na primeira eleição que disputou como partido político legalizado, a Rede Sustentabilidade elegeu seis prefeitos. Em 2016, a sigla ganhou as prefeituras de Macapá (AP), Serra (ES), Lençóis Paulista (SP), Brejões (BA), Livramento de Nossa Senhora (BA) e Seabra (BA). O partido também elegeu 180 vereadores. O PSOL, que recebeu seu registro em 2005, conquistou duas prefeituras na última eleição: as de Jaçanã, e Janduís, no Rio Grande do Norte. Além disso, elegeu 53 vereadores.

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