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Divulgação governo do Paraná
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Um ano depois da Rio 2016: dois centros de treinamento prometidos continuam em obras

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
05.ago.2017 | 08h00 |

Depois dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, a então presidente Dilma Rousseff recebeu as delegações olímpica e paralímpica e anunciou o programa Brasil Medalhas.  A ideia era criar um plano capaz de colocar o Brasil entre os 10 primeiros colocados do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio, que aconteceriam em 2016.

Para isso, o governo petista anunciou que construiria 22 novos centros de treinamento (21 olímpicos e 1 paralímpico) até dezembro de 2015. Considerava que, se os espaços estivessem prontos nesse prazo, haveria tempo suficiente para que os atletas brasileiros completassem sua preparação para a competição mundial. Esse projeto custaria R$ 310 milhões.

Neste sábado (5), quando o Rio lembra o primeiro aniversário da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, a Lupa voltou às promessas do Brasil Medalhas e conferiu como estão os resultados dos atletas depois da Rio 2016. Veja abaixo o resultado dessas checagens.

“O certo é que nós vamos ofertar 22 centros de treinamento”

Dilma Rousseff, em 13 de setembro de 2012, ao anunciar o Brasil Medalhas

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Dados do Ministério do Esporte mostram que a ideia de construir 22 centros de treinamento não prosperou no tempo. Com  o passar do tempo, o governo decidiu fazer apenas dez CTs e só cinco ficaram prontos antes dos Jogos. Hoje, um ano depois do início da competição, dois centros de treinamento do Brasil Medalhas ainda não foram concluídos. São eles o Centro de Treinamento de Atletismo, em Cascavel (PR), e o Centro de Excelência em Hipismo de Alto Rendimento, em Barretos (SP).

Procurado, o Ministério do Esporte informou, em nota, que toda a verba necessária à conclusão das obras desses dois CTs já foi repassada aos respectivos governos locais.

Dos oito centros de treinamento prontos, cinco têm a administração pública como seu principal gestor – seja em nível municipal, estadual ou federal. Apenas os centros de Judô (BA), Handebol (SP) e o Paralímpico (SP) estão sob gestão de suas respectivas confederações.


 

“Vamos manter os programas de incentivo ao esporte de alto rendimento no país (…) o Bolsa Pódio”

Leonardo Picciani, em 5 de outubro de 2016

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Dois meses depois da Rio 2016, após o impeachment de Dilma, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), disse que manteria o apoio aos atletas, mas não descartou a possiblidade de mudar o nome do programa Bolsa Pódio.

O Bolsa Pódio consiste numa categoria especial do programa Bolsa Atleta. Foi criado em 2012, como parte do Brasil Medalhas. Pelo Bolsa Pódio, são financiandos atletas de alto rendimento, profissionais com chances de disputar medalhas olímpicas e paralímpicas. As bolsas pódio variam de R$5 mil a R$15 mil, e só podem ser pleiteadas por aqueles que estão entre os 20 primeiros no ranking mundial de suas respectivas modalidades. Entenda os critérios e os processos de seleção e renovação. Veja ainda a primeira (aqui e aqui) e a segunda lista de 2017.

De fato, o programa foi mantido, e o número de bolsistas inclusive aumentou. Eram 220 antes da Rio 2016 e, agora, são 239. Entretanto, os atletas paralímpicos obtiveram resultados melhores nas competições desde o ano passado e são numericamente superiores no quadro geral de beneficiários. Os atletas paralímpicos foram de 103 para 130. Já o total de olímpicos diminui. Eram 117 antes dos Jogos. Hoje são 109.

 


 

“Todos os medalhistas serão contemplados até o fim do ano”

Informe do Ministério do Esporte, em 25 de maio de 2017

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Duas listas foram publicadas em 2017 e, dos 17 medalhistas individuais na Rio 2016, apenas um não está relacionado: Robson Conceição, do boxe. Após os jogos, Robson migrou do boxe olímpico para o profissional, o que o descredencia do programa.

 


 

Como andam os medalhistas de ouro do Brasil nas competições internacionais?

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Alison Cerutti e Bruno Schmidt (Vôlei de praia)

Foram campeões novamente no Rio, em etapa de maio do Circuito Mundial. Classificados em primeiro do grupo, foram eliminados nas oitavas da etapa de Viena. No Campeonato Mundial, torneio mais importante do ano, defendem o bicampeonato e avançaram às oitavas. O torneio vai até 6 de agosto e o Brasil é, além de atual campeão, o maior vencedor da história em ambos os naipes.

Martine Grael e Kahenza Kunze (Vela)

Ganharam as três etapas do Circuito Mundial que disputaram após as Olimpíadas. Disputam o Campeonato Mundial de 28 de agosto a 2 de setembro, já em preparação para Tóquio 2020. Em outubro, Martine será a primeira mulher brasileira a participar da regata de volta ao mundo, a Volvo Ocean Race.

Rafaela Silva (Judô)

Conquistou a prata no Grand Prix de Tbilisi em março e bronze no Grand Slam da Rússia, em maio. Foi campeã do Pan-Americano por Equipes, que garantiu a seleção no Mundial da Hungria, de 28 de agosto a 3 de setembro. Convocada, Rafaela tenta seu segundo título na competição em que entrou pra história: em 2013, foi a primeira mulher brasileira a ganhar um título mundial na modalidade.

Robson Conceição (Boxe)

Logo após os Jogos, migrou do boxe olímpico para o profissional. Venceu as quatro lutas que disputou, contra os americanos Clay Burns, Aaron Ely e Aaron Jamel Hollis e o mexicano Bernardo Uribe – as três últimas por nocaute. Trabalha por uma futura disputa do cinturão.

Thiago Braz (Atletismo – Salto com vara)

Após ir ao pódio nas três competições da temporada de pista coberta, classificando-se em janeiro para o Mundial de Londres, não conseguiu repetir o rendimento na temporada ao ar livre. Terminou em quarto em Xangai e ficou sem marca nas etapas de Eugene e Rabat da Diamond League, principal competição internacional.

Prata no GP Brasil, no início de junho, admitiu que se sentia “um pouco perdido” com seus saltos. Preparava-se para o Mundial de Londres, de 4 a 13 de agosto, mas sofreu lesão na panturrilha no Troféu Brasil Caixa de Atletismo, além de ter machucado as costas na Diamond League, e está fora da competição.

*Resultados até 3/8/17.

*Reportagem de Hellen Guimarães, com supervisão de Juliana Dal Piva.

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