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Eis os selecionados para as oficinas de checagem do Festival piauí GloboNews

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
20.set.2017 | 11h30 |

Com o apoio institucional do Facebook e a parceria de CBN, Catraca Livre e revista piauí, a Lupa anuncia nesta quarta-feira (20) a lista dos universitários e profissionais de comunicação que foram selecionados para participar das oficinas de checagem que a agência oferecerá de forma gratuita no Festival piauí GloboNews de Jornalismo de 2017.

A disputa foi árdua. Para a oficina dos universitários, que acontecerá na manhã do dia 7 de outubro, a Lupa recebeu 187 inscrições – e selecionou 14 jovens. Conforme as regras publicadas previamente, são quatro estudantes residentes na capital paulista e dez vindos de outras cidades. São dez mulheres e quatro homens, alunos de universidades tanto públicas quanto privadas.

“Ficamos muito impressionados com a qualidade das respostas dadas pelos estudantes no processo seletivo”, diz Cristina Tardáguila, diretora da Lupa. “Sinal de que o fact-checking avança e ganha terreno nas universidades, exatamente como nós queríamos”.

Para a oficina dos profissionais de comunicação, que acontecerá na manhã do dia 8 de outubro, a Lupa recebeu 90 inscrições – e selecionou 12 participantes. São cinco mulheres e sete homens que atuam como repórteres, editores, diretores e executivos de jornais, revistas, sites e agências de comunicação.

Os selecionados de São Paulo terão matrícula gratuita na oficina. Os que são de fora da capital paulista receberão transporte, hospedagem e matrícula gratuita. Todos serão contatos diretamente por email e/ou telefone nos próximos dias. A Lupa agradece o interesse e a participação de todos!

SELECIONADOS PARA A OFICINA DOS UNIVERSITÁRIOS

Aline Laranjeira Alves (Salvador, BA)

Aline

“O fact-checking entra no Brasil como uma ferramenta política e como uma nova modalidade do fazer jornalístico, fazendo jus ao status de ‘cão de guarda’ do jornalismo”

Estudante de Comunicação/Jornalismo da Universidade Federal da Bahia


Ana Tereza May Pereira (Curitiba, PR)

Ana Tereza

“Checagem faz com que não fiquemos reféns do que o outro nos disse (…) As informações precisam estar corretas para que o cidadão possa ler o cenário em que está inserido”

Estudante de Jornalismo da Universidade Positivo


Ana Rosa de Carvalho Alves (Rio de Janeiro, RJ)

Ana Rosa

“Comecei a fazer parte de um projeto que fiscaliza o cumprimento da Lei de Transparência no Brasil – em consequência, tenho pensado bastante sobre o acesso à informação por aqui”

Estudante de Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro


Aramis Merki II (Florianópolis, SC)

Aramis

“A comunicação de figuras políticas e instituições deve ser transparente, mas nem sempre é (…) Ambiguidade e imprecisão são recursos retóricos”

Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina


Cícero Oliveira Cotrim (Salvador, BA)

Cícero Cotrim

“Resta ao jornalista ter a capacidade tanto de apurar os dados fornecidos por essas fontes, quanto de construir narrativas com base nessas informações”

Estudante de Comunicação/Jornalismo da Universidade Federal da Bahia


Daiene Mendes Garcia da Silva (Rio de Janeiro, RJ)

Daiene

“Como moradora do Complexo do Alemão, aprendi desde cedo a desconfiar daquilo que se diz na televisão (…) O fact-checking mostra que a mídia não detém o monopólio da verdade”

Estudante de Jornalismo do Centro Universitário Augusto Motta


Felipe Chieregato Gretschischkin (São Paulo, SP)

Felipe

“A checagem de fatos importa. Ela é capaz de confirmar a informação que utilizamos, como cidadãos, para nos formar politicamente e sermos ativos como membros da comunidade”

Estudante de Direito da Universidade de São Paulo


Gregory Prudenciano (São Paulo, SP)

Gregory

“A formação de opinião pulverizou-se entre o jornalismo profissional e o achismo das redes sociais (…) A checagem de dados é um importante balizador para o jornalismo real”

Estudante de Jornalismo na Faculdade Casper Líbero


Laura Castanho Cerqueira (São Paulo, SP)

Laura

“As opiniões quase sempre precedem os fatos, e a maioria das pessoas não tem contato com uma abordagem que ponha em xeque esses discursos. Elas são passíveis de reproduzir mentiras”

Estudante de Jornalismo da Universidade de São Paulo


Manoela dos Santos Bonaldo (Florianópolis, SC)

Manoela

“Mas nesse cenário, há um desafio: se os discursos são emitidos muito mais rápido e por um número maior de pessoas, como garantir sua qualidade?”

Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina


Mariana Moreira Cordeiro (Sete Lagoas, MG)

Mariana Cordeiro

“Com o fact-checking, a democracia ganha, uma vez que políticos se tornam mais responsáveis por seus discursos, já que tem ‘alguém de olho’ e com metodologia para checá-los”

Estudante de Jornalismo do Centro Universitário UNA


Rebeca Cardoso Ligabue (Brasília,DF)

Rebeca

“É preciso que a população tenha cada vez mais acesso a plataformas que fazem checagem e, principalmente, saiba usar os mecanismos para fazer checagem por conta própria”

Estudante do Centro Universitário Iesb


Vinicius Pinto de Carvalho (Campinas, SP)

Vinicius

“Dada a polarização política atual, uma análise objetiva, desapaixonada e imparcial das declarações de políticos é uma importante ferramenta para o debate público”

Estudante de Filosofia da Unicamp


Yasmin Fauze Mahmou (São Paulo, SP)

“Averiguar a veracidade das constatações é confrontar o ‘argumentum ad verecundiam’, coibindo a falácia da autoridade”

Estudante de Letras da Universidade de São Paulo


SELECIONADOS PARA A OFICINA DOS PROFISSIONAIS

Andréia Bahia e Silva (Goiânia, GO)

Andreia Bahia“Muitas vezes, as informações ou dados que se contrapõem ao que foi dito por uma fonte já não estão disponíveis ou são de difícil acesso”

Repórter do Jornal O Popular


Eduardo Cruz Moraes (Hortolândia, SP)

Eduardo Moraes

“É urgente que a comunidade acadêmica ocupe o espaço da pseudo-ciências e do negacionismo científico na propagação de conceitos deturpados que possuem grande apelo com o público leigo”

Estagiário de Jornalismo Científico no Laboratório de Jornalismo da Unicamp (Labjor)


Felipe Germano Abilio (São Paulo, SP)

Felipe Germano

“Fui radioescuta na Rádio Jovem Pan AM. Ligava para delegacias e bombeiros, apurando se as notícias que a concorrência dava eram reais. Mas tudo acabava sendo superficial”

Repórter da revista Superinteressante


Jéssica Tainah da Silva Botelho (Manaus, AM)

Jessica Botelho

“Minha intenção é replicar as técnicas para que mais pessoas façam uso (delas) e despertem para importância da checagem (…) Quero desenvolver a 1ª equipe de fact-checking da região Norte”

Coordenadora voluntária do Núcleo de Estudos e Práticas em Cibercultura (Nepciber)


Jonathas Cotrim Dias (Belo Horizonte, MG)

Jonathas Cotrim

“Para uma reportagem ter um (alto) padrão de qualidade, é preciso que, independente das inclinações políticas ou sociais, tenha-se em vista a verdade e a solidez das afirmações feitas”

Repórter do Jornal O Tempo


Juliana Bevilaqua dos Santos (Caxias do Sul, RS)

Ju Bevilaqua

“No jornal onde trabalho, não há a prática de fact-checking como se conhece hoje. Pretendo compartilhar com os colegas da redação o conhecimento e criar um projeto neste sentido”

Repórter do Jornal O Pioneiro


Leilane Menezes (Brasília, DF)

Leilane Menezes

“Dominar técnicas de fact-checking será essencial em 2018, durante a campanha política e as eleições. Oferecer informação confiável nesse momento será questão de utilidade pública”

Repórter do site Metrópoles


Luana Ramos Dias (Niterói, RJ)

Luana Ramos

“Morei seis anos fora: Espanha, Moçambique e França. Quando voltei, montei uma microempresa (…) Foi uma decisão – das grandes – investir num projeto de jornalismo regional”

Editora e repórter da Editora Casa da Gente


Lucas da Silva Ferreira Veloso (São Paulo, SP)

“Na cobertura que eu faço sobre as periferias, encontro muitos dados e discursos mal colocados, intencionados e usados à revelia por autoridades”

Repórter da Mural – Agência de Jornalismo das Periferias


Luís Henrique Vieira Adorno (São Paulo, SP)

Luis Adorno

“Tenho solicitado vários dados, via Lei de Acesso à Informação, ao governo de São Paulo e às secretarias de Segurança Pública e Administração Penitenciária. Importante saber analisá-los”

Repórter do UOL


Luiz Fujita Júnior (São Paulo, SP)

Luiz Fujita

“Não tive em minha faculdade disciplinas voltadas ao fact-checking. Trabalho com saúde e ciência, editoria que considero de checagem difícil”

Diretor de redação da Uzumaki Comunicação


Thais Queiroz Ramos Ferreira (Paulista, PE)

Thais Queiroz

“Buscarei utilizar essas técnicas para produzir releases e matérias calcados em dados reais. Como assessora de imprensa, acho essencial estar à frente da informação, confirmando tudo”

Diretora da Legenda Comunicação

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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A informação está comprovadamente correta
VERDADEIRO, MAS
A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
AINDA É CEDO PARA DIZER
A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é
EXAGERADO
A informação está no caminho correto, mas houve exagero
CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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