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Luiz Marinho, Márcio França e Paulo Skaf na pré-campanha de SP

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
15.dez.2017 | 06h00 |

Os diretórios paulistas de PT, PSB e PMDB já têm pré-candidatos ao governo de São Paulo. Luiz Marinho conta com o apoio do ex-presidente Lula. Márcio França deve concorrer à reeleição se o governador Geraldo Alckmin realmente se afastar para concorrer à presidência da República. Paulo Skaf, que ficou em segundo lugar nas últimas eleições, é o mais conhecido dos três. Segundo o Datafolha, é o que tem maior intenção de votos, mas também o de maior rejeição no estado. A Lupa checou declarações recentes dos três.

“Em 2002, quase derrotamos o PSDB em São Paulo”
Luiz Marinho, presidente do diretório estadual do PT-SP e pré-candidato ao governo, em entrevista publicada na Folha de S.Paulo em 26 de novembro de 2017RECORTES-POSTS-EXAGERADOEm 2002, Luiz Marinho foi candidato a vice-governador de São Paulo na chapa do também petista José Genoino. No segundo turno, os dois foram derrotados pela dupla Geraldo Alckmin e Claudio Lembo, que conquistou 58,64% dos votos válidos, numa diferença de mais de 3,5 milhões de votos em relação aos petistas. Desde então, o PT nunca mais chegou ao segundo turno em eleições estaduais em São Paulo.

Naquele ano, ainda houve eleições para deputado estadual, federal e senador. Para a Alesp, o PT elegeu 23 parlamentares, enquanto o PSDB conquistou 18 cadeiras. Em Brasília, a bancada paulista na Câmara contava com 18 petistas e 11 tucanos. No Senado, naquele ano, o PT elegeu apenas um, contra zero do PSDB.

Procurado, Luiz Marinho não retornou.


“Alckmin mandou para a Assembleia Legislativa [de São Paulo], e seus deputados aprovaram uma lei que permite que o nome do consumidor ou consumidora seja incluído no Serasa mesmo antes de ele saber da existência da dívida”
Luiz Marinho, presidente do diretório estadual do PT-SP e pré-candidato ao governo, em vídeo postado no Facebook no dia  30 de novembro de 2017RECORTES-POSTS-VERDADEIRO-MASO pré-candidato Luiz Marinho faz referência ao Projeto de Lei n° 874/2016, que passou pela Alesp e aguarda sanção do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esse projeto regulamenta o sistema de inclusão e exclusão dos nomes dos consumidores nos cadastros de proteção ao crédito, entre eles o do Serasa Experian.

Hoje, a lei determina que o consumidor endividado precisa ser avisado por escrito sobre sua inclusão no cadastro e também deve assinar um formulário dos Correios, dando ciência de que recebeu o alerta. Trata-se do Aviso de Recebimento, documento popularmente conhecido como AR.

Com o novo projeto, a assinatura do AR passa a ser dispensável. Mas o PL mantém o direito do cidadão de ser informado previamente por escrito, mediante correspondência, sobre sua entrada em cadastros como o do Serasa. Nada garante, no entanto, que ele lerá esse aviso antes de entrar na lista de devedores.


“[7%] É o menor valor da Selic em toda sua história”
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e pré-candidato do PMDB ao governo de São Paulo, em nota publicada no dia 6 de dezembro de 2017RECORTES-POSTS-VERDADEIROComo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Skaf emitiu uma nota cobrando que a taxa de juros caia mais em 2018. Desde 1999, a Selic é calculada do mesmo modo e, em 7 dezembro, alcançou seu valor mais baixo: de 7% ao ano. Antes disso, a menor taxa registrada na série histórica havia sido de 7,25%, em novembro de 2012.

Fixada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), a Selic é um instrumento de política monetária do governo. O valor estabelecido é usado em aplicações entre bancos e na compra de títulos públicos federais.


“[Havia] Uma legislação [CLT] que obrigava o funcionário a tirar seus 30 dias de férias de uma única vez”
Paulo Skaf, presidente da Fiesp e pré-candidato do PMDB ao governo de São Paulo, na abertura do “Seminário Modernização Trabalhista na Fiesp”, em 31 de agosto de 2017Recortes-Posts_FALSOO artigo 136 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943, estabeleceu a possibilidade de ter “férias concedidas em dois períodos” por ano. Exigia, no entanto, que nenhum desses períodos fosse inferior a sete dias. Só eram obrigados a tirar 30 dias de férias seguidos os menores de 18 anos e os maiores de 50. Em 1997, o Decreto-lei nº 1.535 modificou a redação desse artigo e fixou para 10 dias corridos o período mínimo de um dos períodos de férias (no artigo 134), mantendo a possibilidade de divisão do tempo de descanso.

Atualização feita às 11h15 do dia 15 de dezembro de 2017: Em nota, a assessoria de imprensa da Fiesp diz que os dois períodos de férias eram concedidos “somente em casos excepcionais”, mas que “é certo que grande parte da jurisprudência e da doutrina entendiam que a excepcionalidade citada na Lei deveria, inclusive, ser justificada, só podendo ocorrer, por exemplo, em casos de força maior ou sérios prejuízos comprovados pela empresa”.

Atualização feita às 17h20 do dia 15 de dezembro de 2017: Numa segunda nota, a assessoria da Fiesp afirma que a frase de Skaf foi dita dentro de um contexto e que se referiu exclusivamente ao artigo 134 da CLT. Destacou que a lei não define os “casos excepcionais” em que as férias poderiam ser divididas e que quem decide sobre esse ponto é “a doutrina e a jurisprudência”.


“O orçamento [do Ministério da Ciência e Tecnologia] é de R$ 3,5 bilhão (…) um quinto do orçamento da Secretaria [Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação] de São Paulo”
Márcio França, vice-governador, secretário estadual e pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo, em entrevista concedida ao SBT em 1 de dezembro de 2017
RECORTES-POSTS-EXAGERADOO Ministério da Ciência e Tecnologia teve um corte orçamentário de 44% em março deste ano e passou a ter R$ 3,27 bilhões para uso em 2017. Esse valor representa pouco mais de um quarto – e não um quinto – do orçamento que a secretaria comandada por França tem para 2017: R$ 14,53 bilhões.

Procurado, Márcio França não retornou.

*Esta reportagem foi publicada na edição impressa do jornal Folha de S.Paulo no dia 15 de dezembro de 2017.

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