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Em sabatina, Ciro Gomes erra ao falar de segurança no RJ após intervenção

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
22.maio.2018 | 06h00 |

Na manhã da segunda-feira (21), o pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, foi sabatinado por SBT, Folha e UOL. A Lupa checou algumas das declarações dadas pelo presidenciável no evento. Confira abaixo o resultado:

“Nenhuma [das estatísticas de criminalidade] cedeu [depois da intervenção no RJ]”
Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

FALSO

A intervenção federal no Rio de Janeiro começou em fevereiro deste ano e, em abril, o Instituto de Segurança Pública (ISP) registrou queda em dois dos três indicadores considerados estratégicos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). O número de roubos de veículos foi de 4.891, em abril de 2017, para 4.657, em abril de 2018. O total de roubos de rua retrocedeu de 12.652 para 11.057 no mesmo período. O único dos indicadores estratégicos que subiu foi a letalidade violenta: de 539 para 592.

Procurado, Ciro não respondeu.


“Do dia em que, essa porcaria (a reforma trabalhista) entrou em vigor (…) até hoje foram destruídos 380 mil postos de trabalho”
Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

EXAGERADO

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que 29,7 mil vagas de emprego com carteira assinada foram fechadas desde 11 de novembro de 2017, quando a reforma trabalhista entrou em vigor. O último relatório do Caged é de abril de 2018.

Procurado, Ciro não respondeu.


“O Rio de Janeiro foi o estado que mais perdeu empregos [desde 2015]”
Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

VERDADEIRO, MAS

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra que o Rio de Janeiro perdeu 525 mil vagas de trabalho desde janeiro de 2015. Isso equivale a 3,8% da população em idade para trabalhar do estado. Proporcionalmente, é a maior queda observada nesse período. Em números absolutos, no entanto, São Paulo teve mais vagas fechadas: 778 mil.

Vale ainda ressaltar que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (Pnadc/T), do IBGE, que usa uma metodologia diferente mostra que o número de pessoas empregadas no Rio caiu em 145 mil entre o último trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2018. Há seis estados com dados absolutos mais altos: Bahia (795 mil), Maranhão (367 mil), Alagoas (236 mil), Pernambuco (226 mil), Piauí (190 mil) e Rio Grande do Sul (152 mil).

Procurado, Ciro não respondeu. 


“Sabe quantos policiais foram assassinados no RJ já nesse ano? Quarenta”
Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

VERDADEIRO, MAS

Na verdade, o número é ainda maior do que o citado. Ao todo, 53 policiais foram mortos em 2018 no Estado do Rio de Janeiro. A assessoria da Polícia Militar informa que, de janeiro até ontem (21), 51 policiais militares haviam sido mortos no estado. Trinta e três deles estava de folga quando foram assassinados. Outros 13, em serviço e 5 eram da reserva.

A Polícia Civil comunicou, por sua vez, que dois policiais civis um delegado e um inspetor foram mortos em 2018. Desses dois agentes, somente o delegado estava trabalhando no momento do crime.


“[O Brasil tem hoje] 37 milhões [de pessoas] trabalhando sem carteira assinada”
Ciro Gomes, pré-candidato à presidência pelo PDT, em sabatina feita por SBT, Folha e UOL, em 21 de maio de 2018

VERDADEIRO, MAS

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Trimestral (Pnadc/T), do IBGE, mostra, na verdade, um número ainda maior. No primeiro trimestre de 2018 (último dado disponível), 42,4 milhões de pessoas trabalhavam sem carteira assinada no Brasil. Isso inclui empregados do setor privado (10,7 milhões), do setor público (2,2 milhões) e domésticos (4,3 milhões) sem carteira, trabalhadores por conta própria (23 milhões) e trabalhadores familiares auxiliares (2,2 milhões).

*Plínio Lopes, especial para Lupa

** Esta reportagem foi publicada pela versão impressa do jornal Folha de S.Paulo no dia 22 de maio de 2018.

Editado por: Cristina Tardáguila

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VERDADEIRO
A informação está comprovadamente correta
VERDADEIRO, MAS
A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
AINDA É CEDO PARA DIZER
A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é
EXAGERADO
A informação está no caminho correto, mas houve exagero
CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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