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Governo de SP: França erra ao falar de mortes causadas por policiais em 2017

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
31.maio.2018 | 06h00 |

Governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição pelo PSB, Márcio França participou na manhã da quarta-feira (30) da sabatina do SBT, Folha e UOL. A Lupa checou algumas das declarações dele. Confira abaixo:

“[O número de mortes causadas por policiais em serviço em 2017 é] o menor índice de toda a história”
Márcio França, governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, em sabatina feita por SBT/Folha/UOL no dia 30 de maio de 2018

FALSO

Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostram que, em 2017, 687 pessoas foram mortas por policiais em serviço no estado. Esse número supera os 591 casos registrados no ano anterior. Houve uma pequena queda, no entanto, no total de casos de mortes por policiais fora de serviço. Em 2016 foram 266. No ano passado, 253. Nos relatórios anteriores, os dados relativos a esse assunto estão incompletos. Os números referentes às mortes causadas por policiais militares fora de serviço não foram contabilizados.

Procurado, França disse que não se referia a 2017, mas ao primeiro trimestre de 2018. A pergunta que lhe foi feita nesse momento da sabatina, no entanto, citava explicitamente o ano passado.


“Desde 2006 (…) [o resultado da disputa entre PT e PSDB no segundo turno das eleições presidenciais nos estados] só mudou uma vez no Acre e uma vez no Tocantins”
Márcio França, governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, em sabatina feita por SBT/Folha/UOL no dia 30 de maio de 2018

EXAGERADO

De acordo registros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, houve mais mudanças do que as duas citadas por França na sabatina. No segundo turno de 2006, os eleitores de Acre, Rondônia e Espírito Santo votaram majoritariamente no PT para a presidência. Em 2010 e em 2014, o PSDB venceu nos três estados. No Distrito Federal, em 2006 e em 2010, o PT teve a preferência dos eleitores.

Em 2014, no entanto, a maioria dos votos ficou com o PSDB. No Tocantins, ao contrário do que o atual governador de SP disse, o PT venceu o segundo turno nas três últimas eleições presidenciais. Procurado, França afirmou que analisava “um comportamento eleitoral recorrente”, observado em “eleições polarizadas e marcadas pelo embate entre PT e PSDB”.


“São Paulo tem o menor ICMS para diesel do Brasil”
Márcio França, governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, em sabatina feita por SBT/Folha/UOL no dia 30 de maio de 2018

VERDADEIRO, MAS

De acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o óleo diesel é de 12% no estado. Esse é, de fato, o menor valor praticado no Brasil para o produto, segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis). Mas há outros quatro estados que também aplicam esse valor: Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


“USP, Unicamp e Unesp (…) abrem 20, 21 mil vagas de vestibular por ano”
Márcio França, governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, em sabatina feita por SBT/Folha/UOL no dia 30 de maio de 2018

VERDADEIRO

As três universidades estaduais citadas por França abriram, juntas, 21.852 vagas em 2018. No vestibular para ingresso neste ano, a USP foi a que mais disponibilizou vagas: 11.147. A Unicamp, por sua vez, abriu 3.340 vagas, e a Unesp, 7.365.


“[Dos alunos matriculados na USP, Unicamp e Unesp] 10 mil entram do ensino privado, 10 mil do ensino público”
Márcio França, governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, em sabatina feita por SBT/Folha/UOL no dia 30 de maio de 2018

EXAGERADO

Em 2017, 21.507 alunos ingressaram nas três universidades citadas por França. Desses, 9.329 vieram da rede pública. Isso representa 43,3% do total – não exatamente a metade, como sugeriu o governador e pré-candidato. E são os dados da USP que puxam esse número para baixo. Dos alunos que ingressaram na instituição no ano passado, 36,9% vieram da rede pública de ensino. Em julho de 2017, a USP inclusive estabeleceu como meta que, até 2021, metade de seus alunos deverá vir de escolas públicas. Isso já acontece na Unicamp e Unesp.

Procurado, França disse que a USP cumpriu a meta estabelecida para 2017 quanto à proporção de alunos oriundos da rede pública.

*Esta reportagem foi publicada pela edição impressa do jornal Folha de S.Paulo em 31 de maio de 2018.

Editado por: Cristina Tardáguila e Natália Leal

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EXAGERADO
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SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
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