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#Verificamos: vídeo não mostra resgate na Tailândia e crianças não foram sedadas

por Cristina Tardáguila
10.jul.2018 | 16h31 |

Circula no WhatsApp, Youtube e nas redes sociais uma série de imagens e vídeos que supostamente mostram mergulhadores arrastando uma maca dentro de um túnel subterrâneo alagado. O texto que acompanha essa “notícia” sugere que aquela é a “situação na Tailândia”, país que chamou a atenção de todo o mundo por conta do resgate das 12 crianças e do professor de futebol que ficaram presos numa caverna por diversos dias. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que as imagens e vídeos fossem verificadas. Confira a seguir a análise da Lupa:

“Olha como os meninos estão sendo retirados [da caverna da Tailândia]. Por isso que são sedados”
Informação divulgada em canais de WhatsApp, Youtube e por dezenas de usuários do Facebook

FALSO

O vídeo que está sendo difundido é, na verdade, Spéléo Secours Français (a Federação Francesa de Espeleologia), e está no YouTube desde pelo menos 20 de junho de 2010. Não tem, portanto, qualquer relação com o resgate do jovem time de futebol na Tailândia.

Além disso, numa entrevista coletiva realizada em Bangkok, o primeiro-ministro tailândes, Prayuth Chan-ocha, informou que os meninos tinham tomado remédios antes de serem resgatados, mas que fizeram o percurso acordados, na companhia de dois mergulhadores. Não em macas, como mostram os vídeos e as imagens. “[Eles tomaram] Ansiolíticos, algo para que não ficassem excitados nem estressados”, explicou o primeiro-ministro.

*Nota: A associação entre o vídeo antigo e o resgate da Tailândia também foi feito pelo site SegundoEvangelho.com por meio do uso de um frame da gravação como ilustração de seu texto. Até as 17h do dia 10 de julho de 2018, a página já havia registrado mais de 6.690 interações no Facebook.

*Atualização feita às 8h35 do dia 11 de julho de 2018: o site SegundoEvangelho.com corrigiu as informações incorretas e entrou em contato com a Lupa, informando sobre as alterações feitas. Veja aqui.

*Esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Chico Marés e Leandro Resende

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SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
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FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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