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#Verificamos: Piauiense não ‘é a primeira negra diplomata no Itamaraty’

Fundadora | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
20.ago.2018 | 09h36 |

Circula na internet a “notícia” de que a piauiense Luana Alessandra Roeder é a primeira mulher negra diplomata do Itamaraty. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que essa informação fosse analisada. Confira a seguir a conclusão da Lupa:

“Piauiense é a primeira negra diplomata no Itamaraty”
Informação de postagens feitas recentemente pelos sites Fala Piauí, Piaui Hoje, Revista AZ, CampoMaioremFoco e Jornal da Paraíba, que juntos tinham mais de 310 mil interações no Facebook até as 20h do dia 19 de agosto de 2018

FALSO

Segundo levantamento realizado pela Fundação Alexandre de Gusmão, entidade pública vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, “sabe-se que a primeira diplomata negra (do Brasil) foi Mônica de Menezes Campos, que ingressou no IRBr (Instituto Rio Branco) em 1979”. Ao se casar, Mônica de Menezes Campos passou a se chamar Mônica de Veyrac e que morreu em 1985, quando tinha apenas 27 anos.

Depois dela, outras negras entraram no Itamaraty. Em 26 de dezembro de 2011, por exemplo, a morte de Milena Medeiros, de 35 anos, por malária, foi noticiada e levou a uma nota do órgão. Ela também era negra.

Luana Roeder, que virou diplomata em janeiro deste ano, não foi, portanto, a primeira mulher negra no Itamaraty, como informam as postagens analisadas.

Nas fotos da posse dos candidatos que foram aprovados no mesmo concurso de Admissão à Carreira de Diplomata de Luana, é possível ver ao menos outra mulher negra participando da cerimônia.

Ainda vale ressaltar que, desde 2002, o Itamaraty oferece bolsas para negros, para que possam fazer as provas em igualdade de condições e que, desde 2011, os concursos para diplomatas têm cotas.

Este mesmo conteúdo já foi verificado pelo site G1.

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Clara Becker e Leandro Resende

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FALSO
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