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Foto: Reprodução
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#Verificamos: Deputados do RJ não ‘aprovaram Bolsa Preso e vale transporte para parente de detento’

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
29.ago.2018 | 15h01 |

Na terça-feira (28), voltou a circular na internet a “informação” de que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) teria aprovado o “pagamento de vale-transporte e auxílio financeiro adicional para os parentes de presos nos deslocamentos para visitas às unidades prisionais do Estado”. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que essas informações fossem analisadas. Confira a seguir o trabalho da Lupa:

“Deputados do Rio de Janeiro aprovam “Bolsa Preso” e vale transporte para parente de detento”
Título de postagens feitas pelos sites policiamilitarnoticias, jornaldadireita e jornalzonadeconflito, que juntas tinham mais de 2,4 mil interações até às 14h30 do dia 29 de agosto de 2018

FALSO

Textos com essa informação circulam nas redes sociais há meses. Em nota, a Alerj informou que “é falsa a informação de que foi aprovada lei que concede “Bolsa Preso”. Ressalta que o projeto tramitou na Casa, mas que foi vetado.

Na terça-feira (28), quando a análise da Lupa foi concluída, não havia nenhum projeto com esse tema na pauta da Alerj.

Em 2011, o deputado André Ceciliano (PT), que atualmente é presidente da Casa, propôs o projeto de lei 926/2011, que criaria o “Programa Estadual de Humanização no Atendimento aos Familiares e Visitantes de Detentos no Estado do Rio de Janeiro”. Nele, havia a sugestão de que familiares de presidiários que comprovassem baixa renda pudessem receber auxílio ou vale transporte. O projeto, porém, foi vetado pelo governador Luiz Fernando Pezão em 2015. No ano seguinte, a Alerj voltou a discutir o assunto, rejeitando-o por unanimidade em plenário.

Naquele ano, os deputados aprovaram o projeto de lei 2.696/17, que estabelece a possibilidade de presos que sejam solto tenham transporte gratuito no momento em que deixam a cadeia.

Verificação semelhante foi feita pelo site Aos Fatos.

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Cristina Tardáguila e Clara Becker

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