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Debate Folha, UOL e SBT ao governo de São Paulo: checamos ao vivo

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
19.set.2018 | 14h25 |

Sete candidatos ao governo de São Paulo participaram nesta quarta-feira (19) do debate realizado por Folha de S.Paulo, UOL e SBT nos estúdios da emissora em Osasco (São Paulo). O programa, que contou com João Doria (PSDB), Professora Lisete (PSOL), Luiz Marinho (PT), Marcelo Cândido (PDT), Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB) e Rodrigo Tavares (PRTB), durou cerca de duas horas.

A equipe da Lupa acompanhou o evento em tempo real, avaliando a veracidade de frases ditas por todos os candidatos. Os candidatos e suas campanhas foram avisados sobre o trabalho de checagem e poderão enviar suas observações. Confira abaixo o resultado das verificações:

“Eles [empresas que fizeram doações à prefeitura de São Paulo]  não foram beneficiados em absolutamente nada”
João Dória (PSDB)

FALSO

Em outubro de 2017, a empresa Demax, que havia doado R$ 16,7 mil ao programa Cidade Linda, foi contratada sem licitação para fazer a manutenção do Parque Ibirapuera. O contrato emergencial no valor de R$ 880 mil.

A empresa de cosméticos Avon, que fez doações de R$ 2,8 milhões para a Prefeitura, teve a instalação de sete painéis autorizada três meses após o anúncio da doação. Os painéis, com 3,29 metros de altura por 4,6 metros de largura iam contra a Lei Cidade Limpa, que regula a publicidade em São Paulo.

Reportagem da Folha de São Paulo ainda fez levantamento de propagandas de empresas doadoras feitas por João Dória em eventos ou redes sociais da prefeitura. São elas a Bemis, Siemens, Único Asfaltos, Ambev Ultrafarma. À época, Doria afirmou que a divulgação era um “ato de transparência”, e não uma propaganda, e que as doações estavam de acordo com “as determinações legais”.

Atualização feita às 14h do dia 20 de setembro de 2018: Em nota, a prefeitura de São Paulo afirmou que não houve ilegalidade na contratação emergencial da Demax, nem favorecimento à Avon no caso dos painéis. Segundo a prefeitura, a Demax foi chamada após a suspensão da licitação para a manutenção do Parque Ibirapuera porque, entre as cinco empresas mais bem colocadas no processo suspenso, foi a que “ofereceu o menor custo para execução do contrato.” Sobre a Avon, a prefeitura afirma que “a Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão composto por oito representantes da sociedade civil e oito do Poder Executivo, autorizou a exposição da dos painéis de uma exposição fotográfica que não teve exibição de marca ou patrocinador.” A nota indica, ainda, que não houve desrespeito à Lei Cidade Limpa.

Leia, abaixo, a íntegra da nota enviada à Lupa pela prefeitura de São Paulo:

“A Agência Lupa erra ao fazer a ilação de que duas empresas que fizeram doações à Prefeitura de São Paulo receberam benefícios indevidos em função deste gesto. A contratação emergencial da Demax para fazer a manutenção do Parque Ibirapuera se deu em função de decisão judicial, que suspendeu o processo licitatório. A Demax, que fez uma doação de R$ 16.757,70, foi contratada emergencialmente após processo que convidou as cinco empresas mais bem colocadas na licitação suspensa. Foi escolhida aquela que ofereceu o menor custo para execução do contrato. Após nova decisão judicial que julgou improcedente o recurso que deu origem à suspensão, a vencedora da licitação retomou o contrato em 29 de novembro de 2017.

Tampouco houve favorecimento da Avon, à diferença do que infere a Lupa. A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), órgão composto por oito representantes da sociedade civil e oito do Poder Executivo, autorizou a exposição da dos painéis de uma exposição fotográfica que não teve exibição de marca ou patrocinador. Não se tratavam, portanto, de painéis publicitários, como afirmou da Lupa, nem desrespeito à Lei Cidade Limpa. A CPPU vetou o pedido para exibição da marca da empresa citada.

A Prefeitura de São Paulo agradece a possibilidade de esclarecer os fatos aos leitores da agência e lamenta não ter tido essa oportunidade antes da publicação.”


“[Quando fui prefeito de São Bernardo do Campo o] Ideb [passou] de 5,1 para 6,9”
Luiz Marinho (PT)

EXAGERADO

Luiz Marinho foi prefeito de São Bernardo do Campo de 2009 a 2016. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental foi de 5,6 em 2009. Em 2015, avançou para 6,8. Em 2017, último dado disponível, a cidade ficou com 6,9. Ou seja: o índice subiu na administração de Marinho, mas o ponto de partida não era tão baixo como mencionado pelo candidato. O Ideb não tem dados para os anos finais do ensino fundamental nem para o ensino médio para a cidade.


“O PT criou 40 estatais”
João Doria (PSDB)

SUBESTIMADO

De acordo com o Ministério do Planejamento, o governo do PT criou 54 empresas estatais. O levantamento vai do início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º de janeiro de 2003, até o afastamento de Dilma Rousseff, no dia 12 de maio de 2016.


“As minhas contas [na prefeitura de Suzano] foram rejeitadas pela Câmara por orientação do Tribunal de Contas (…) [que] indicou diferenças no processo de pagamento de precatórios”
Marcelo Cândido (PDT)

SUBESTIMADO

Marcelo Cândido foi prefeito de Suzano de 2005 a 2012. Todas as contas da prefeitura, nesse período, foram rejeitadas pela Câmara Municipal, após parecer negativo do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A questão dos precatórios, citada por ele, foi um dos motivos – mas não o único. Somente no último exercício de Cândido como prefeito, em 2012, o TCE listou 18 irregularidades. Entre elas estão: “elevada indisponibilidade financeira do Município (R$ 40.964.834,54)”, indisponibilidade de caixa para cobrir despesas empenhadas na Saúde e na Educação, elevado déficit orçamentário sem suporte de superávit passado e inobservância a regras da Lei da Transparência.


“Hoje leva-se seis meses para esse exame [na rede pública de saúde da cidade de São Paulo]”
Professora Lisete (PSOL)

FALSO

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o tempo médio de espera entre a solicitação e a realização dos exames do Corujão da Saúde foi de 40 dias no primeiro semestre de 2018. Atualmente, há 216 mil exames agendados aguardando realização pelo Corujão da Saúde. Outros 67.879 procedimentos esperam agendamento pelo programa. A projeção do tempo médio para agosto de 2018 era de 42 dias.

Atualização feita às 20h31 do dia 20 de setembro de 2018: Procurada, a candidata citou uma matéria divulgada pela Folha de S.Paulo que mostra que exames e consultas levavam mais de dois meses para serem feitos na cidade. Contudo, os dados são de fevereiro, ou seja, mais antigos do que o utilizado pela Lupa.


“Numa comparação entre Jair Bolsonaro e Marina Silva, dá Jair Bolsonaro”
Rodrigo Tavares (PRTB)

VERDADEIRO

Segundo a última pesquisa Ibope, divulgada na última terça-feira (18), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 41% e a candidata Marina Silva (Rede), com 36% em cenário de segundo turno.


“Geramos 14 milhões de empregos com carteira assinada durante o governo Lula”
Luiz Marinho (PT)

VERDADEIRO, MAS

Segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), entre 2002 e 2010 foram criados 15,3 milhões de empregos formais. Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra um crescimento de 11,3 milhões no mesmo período. A diferença nos números dos dois sistemas, ambos do Ministério do Trabalho, se dá principalmente porque o Caged não contabiliza empregos no setor público.


“Aqui tem um condenado e não sou eu”
Luiz Marinho (PT)

VERDADEIRO

O candidato Luiz Marinho (PT) se refere a João Doria (PSDB). O tucano foi condenado por improbidade administrativa pela 11ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo pela utilização da marca “SP Cidade Linda” para promoção pessoal. A sentença da juíza Carolina Martins Clemêncio Duprat Cardoso determina a suspensão dos direitos políticos e também o pagamento de uma multa. Doria ainda pode recorrer, já que foi condenado em primeira instância.


“Hoje, são 13 milhões [de desempregados no Brasil]”
Paulo Skaf (MDB)

VERDADEIRO

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PnadC/T), do IBGE, 12,9 milhões de pessoas estavam desempregadas no segundo trimestre de 2018 em todo o país.


“A maioria de seu eleitorado [Jair Bolsonaro] é mulher”
Rodrigo Tavares (PRTB)

FALSO

Os dois levantamentos mais recentes sobre a intenção de voto para a Presidência da República mostram um desempenho melhor de Jair Bolsonaro entre os homens – e não entre as mulheres. Segundo o Ibope, em pesquisa divulgada na terça-feira (18), o candidato tem a preferência de 20% do eleitorado feminino. Entre os homens, 36% indicam que votariam nele. Já na última pesquisa Datafolha, divulgada na segunda (17), Bolsonaro aparece como o candidato mais rejeitado pelas mulheres: 49% delas não votariam nele “de jeito nenhum”. No levantamento, 14% do eleitorado feminino indica que votaria no candidato do PSL, enquanto, entre os homens, o percentual chega a 32%.


“Eu fiz contribuição a [campanha de] Skaf [em 2014], como fiz a outros candidatos também”
João Doria (PSDB)

VERDADEIRO, MAS

De acordo com o Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), João Doria (PSDB) doou valores para três candidatos nas eleições de 2014, mas apenas um candidato ao governo de São Paulo recebeu doações – Paulo Skaf (MDB) ganhou R$ 200 mil. Já os candidatos a deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB) e Antonio Pesaro (PSDB) receberam R$ 50 e R$ 10 mil, respectivamente.


“Como presidente da Fiesp, tenho quatro diretorias em que nomeei executivas, duas mulheres e dois homens”
Paulo Skaf (PMDB)

VERDADEIRO, MAS

Skaf comentava a valorização das mulheres no mercado de trabalho. E, de fato, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) tem duas diretoras-executivas, que foram nomeadas por ele em sua gestão mais recente. São elas: Ana Claudia Fonseca Baruch, na área de Marketing, e Luciane Freire, na área jurídica. Também compõem a diretoria-executiva da entidade Aprígio Eduardo de Moura Azevedo, na área de Projetos, e Antônio Gabriel Esper, na de Gestão. Segundo a assessoria de imprensa de Skaf, os quatro são empregados da federação, em regime CLT.

Mas o nome deles não aparece no detalhamento sobre a diretoria da Fiesp que consta no site da entidade. De acoro com as informações disponíveis na página da Fiesp, a diretoria é formada inteiramente por homens, que, segundo a assessoria do candidato do MDB, são “diretores  voluntários eleitos por sindicatos filiados, no caso da Fiesp, e por empresas associadas no caso do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)”. 

Skaf tomou posse como presidente das entidades em novembro de 2017. Na ocasião, também empossou 24 vice-presidentes na Fiesp – nenhuma mulher. No site da federação, não há nenhuma mulher na lista de diretores e vice-presidentes da entidade. A Ciesp também não tem mulheres em seu comando – 26 homens ocupam a diretoria executiva do órgão

Correção às 17h do dia 20 de setembro de 2018: diferentemente do informado pela Lupa, a Fiesp tem, de fato, duas diretoras-executivas. Assim, a etiqueta de classificação da frase foi alterada de “falso” para “verdadeiro, mas”, e o texto foi corrigido.

(Paulo Skaf tomou posse para mais um mandato à frente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em novembro de 2017. Na ocasião, deu posse a 24 vice-presidentes: nenhuma mulher. No site da Fiesp, não há nenhuma mulher na lista de diretores e vice-presidentes da entidade. O portal da Ciesp também mostra que 26 homens ocupam a diretoria executiva do órgão.)


“Alesp nunca aprovou uma CPI contra o governo, nesses 24 anos [de gestão do PSDB] que fosse importante”
Marcelo Cândido (PDT)

EXAGERADO

Na atual legislatura 2015-2019, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) instaurou 27 Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), entre elas uma para investigar o caso das merendas – cuja suspeita é de desvio de verbas envolvendo integrantes do governo estadual. Entretanto, o relatório final da CPI isentou os políticos que estariam envolvidos com o caso. Pelo regimento interno da Alesp, as CPIs são instauradas obrigatoriamente quando um terço dos deputados assinam o pedido.


“A indústria paulista desmontar 570 mil empregos”
Luiz Marinho (PT)

EXAGERADO

Segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA), do IBGE, entre 2012, auge da série histórica, e 2016, último dado disponível, o número de empregos industriais no estado de São Paulo caiu de 2,864 milhões para 2,406 milhões. Ou seja, uma redução de 458 mil, abaixo do citado pelo candidato.


“130 mil presos [em São Paulo] estão nos presídios hoje”
Marcio França (PSB)

SUBESTIMADO

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) mostra que, em junho de 2016, 240.061 pessoas estavam presas em São Paulo. Destas 237.053 estavam privadas de liberdade em presídios e 3.008 em carceragens em delegacias. Naquele período, o estado de São Paulo concentrava 33,1% de toda a população prisional do país. O Instituto Sou da Paz informa, ainda, que este número pode ser diferente. Informações preliminares repassadas ao Conselho Nacional de Justiça pelo Tribunal de Justiça de SP indicam que, neste ano, há pelo menos 174.620 presos no estado. Em agosto de 2018, o estado informou que já tinha cadastrado 76,5% dos presos custodiados.


“[O candidato à Presidência pelo PSL, Jair] Bolsonaro propôs projeto de lei em que o SUS não é obrigado a atender mulheres vítimas de abuso sexual”
Professora Lisete (PSOL)

VERDADEIRO

Jair Bolsonaro (PSL) é, de fato, um dos autores do projeto de lei 6055/2013 que tem como objetivo revogar a lei nº 12.845, de 2013, que “dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral, às pessoas vítimas de violência sexual”. A lei, que foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT), afirma que os hospitais devem oferecer atendimento “emergencial, integral e multidisciplinar, visando ao controle e ao tratamento dos agravos físicos e psíquicos decorrentes de violência sexual”.

Entre as medidas que seriam revogadas com a aprovação do projeto de lei estão a obrigatoriedade de tratamento de lesões físicas, amparo médico e psicológico, profilaxia de gravidez, facilitação do registro de ocorrência, coleta de material para realização de exames de HIV, entre outras. Atualmente, pela lei, todas as medidas devem ser fornecidas de forma gratuita.


“40% deles [desempregados no estado de São Paulo estão] na faixa de 16 a 24 anos”
Rodrigo Tavares (PRTB)

INSUSTENTÁVEL

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Trimestral (Pnadc/T) não traz números para a faixa etária citada pelo candidato. Na faixa etária entre 18 e 24 anos, a taxa de desocupação no estado de São Paulo é menor do que a citada pelo candidato: 28,6%. Já na faixa etária entre 14 e 17 anos, a porcentagem é consideravelmente maior: 56,1% de desocupados.


“Aqui na prefeitura de São Paulo, (…) suspenderam a entrega desses leites [do programa Leve Leite]”
Marcio França (PSB)

EXAGERADO

Ao assumir a Prefeitura de São Paulo, o ex-prefeito João Dória reformulou o programa Leve Leite, que distribui leite gratuitamente a famílias de crianças matriculadas na rede municipal de ensino.A quantidade de crianças atendidas diminuiu, mas a entrega não foi totalmente suspensa.

Em 2016, 916,2 mil estudantes de 0 a 14 anos receberam o alimento. Após a reforma de Dória, alunos a partir dos 7 anos deixaram de receber leite. Entre os de até 6 anos, o benefício foi disponibilizado apenas aos mais pobres. Por outro lado, crianças em situação de pobreza, mas que estão fora da escola também foram incorporadas ao programa de Dória. Com a mudança, 431,7 mil crianças passaram a receber o benefício, o que representou uma redução de 53% na distribuição do produto.


“Reduzimos de 126 dias, que era o tempo para abrir uma empresa na gestão do seu amigo Fernando Haddad, (…) para quatro dias”
João Doria (PSDB)

EXAGERADO

Em 2016, último ano de Haddad à frente da prefeitura de São Paulo, era necessário, em média, 136 dias para abrir uma empresa na cidade, segundo a Endeavor Brasil, ONG de referência em empreendedorismo. Já em 2017, primeiro ano de Doria na prefeitura e último dado disponível pela organização, eram necessários 74 dias para abrir uma empresa.

O estudo da Endeavor destaca o programa Empreenda Fácil, mencionado por Doria no debate. No entanto, esse projeto só atendia, até 2017, empresas de baixo risco. Segundo o documento, o tempo médio para abrir esse tipo de empresa na cidade naquele ano era de 5,5 dias.


“Em nenhuma citação [em delações da Lava Jato] foi falado que eu tenha recebido ou pago qualquer recurso ilegal”
Paulo Skaf (MDB)

FALSO

Em sua colaboração premiada, o empresário Marcelo Odebrecht disse que doou R$ 2,5 milhões à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo em 2010, a pedido do empresário Benjamin Steinbruch. À época, Skaf concorreu pelo PSB. Esse dinheiro teria sido doado sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou seja, de forma ilegal.  Skaf negou a existência da doação. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o candidato em outubro de 2017.

A assessoria do candidato afirma que “todas as doações recebidas pela campanha de Paulo Skaf em 2014 estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo de mérito” e que o fato citado pela Lupa segue em investigação.


“Vou abrir hospitais aos sábados”
Paulo Skaf (MDB)

DE OLHO

No plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo Skaf (MDB) promete que vai  “trazer a vanguarda tecnológica de volta” e desafogar os hospitais, mas não menciona “abrir os hospitais aos sábados”, como disse no debate.

A assessoria de Skaf afirmou que a medida faz parte do projeto do candidato, ainda que “nem todas as iniciativas programadas estejam detalhadas no Plano de Governo”


“Fui reeleito com 93% dos votos na minha cidade”
Márcio França (PSB)

VERDADEIRO

Márcio França foi eleito prefeito de São Vicente, no litoral paulista, em 1997, com 50.371 votos – 44,3% do total. Em 2000, quando se reelegeu, teve, de fato, 93% dos votos – totalizando 139.581 votos nominais. O atual governador de SP comandou São Vicente até o final de 2004.

Editado por: Cristina Tardáguila e Natália Leal

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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VERDADEIRO
A informação está comprovadamente correta
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A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
AINDA É CEDO PARA DIZER
A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é
EXAGERADO
A informação está no caminho correto, mas houve exagero
CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
DE OLHO
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