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Mitos eleitorais: o voto NÃO pode ser alterado depois de inserido na urna

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
06.out.2018 | 14h00 |

Em todo ano de eleição, informações desencontradas e afirmações infundadas confundem o eleitor. São os chamados “mitos eleitorais”. Antes de ir às urnas e escolher o presidente, os governadores e o senadores de cada estado, além dos deputados federais e estaduais, os eleitores podem contar com mais uma série de checagens da Lupa. Desta vez, a agência publica textos e vídeos que combatem a desinformação que ronda o processo eleitoral. No novo capítulo, a pergunta é sobre mudanças no voto: será que o que digitamos pode ser alterado depois da tecla “confirma”? Confira o resultado da checagem:

“É possível alterar o voto inserido na urna”

FALSO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem diversos mecanismos para evitar que os votos sejam adulterados. Para começar, o sistema eletrônico de votação é feito em camadas com diversos sistemas de segurança diferentes e complementares. Se um sistema falhar, toda a urna eletrônica trava e deixa de funcionar. Além disso, as urnas não possuem qualquer tipo de conexão com a internet – ou seja, não podem ser alvo de hackers por esse meio.

O órgão ainda tem uma cerimônia de lacração, onde todos os sistemas das urnas são conferidos e lacrados com a fiscalização da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público (MP) e outros órgãos de controles, além de fiscais de cada um dos partidos.

Todos os conteúdos da urna são criptografados, por assinatura digital e pela técnica hashs, que garantem que o conteúdo não foi alterado e que os sistemas oficiais estão sendo utilizados pelas urnas.

O TSE também promove testes públicos de segurança antes de cada eleição. Hackers são convidados para tentar invadir as urnas. De acordo com o órgão, até hoje não conseguiram quebrar todas as barreiras de segurança necessárias para implementar a fraude.Assista ao vídeo produzido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e compartilhe esse material nas suas redes sociais:

 

Editado por: Cristina Tardáguila e Natália Leal

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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