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#Verificamos: general Hamilton Mourão não propôs confisco da poupança

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
06.out.2018 | 20h55 |

Circula nas redes sociais a informação de que o general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República, teria sugerido o “confisco da poupança”. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Mourão também propõe confisco da poupança”
Título de postagem feita no Blog da Cidadania, que já tinha mais de 33 mil compartilhamentos até às 20h35  deste sábado (6/10)

FALSO

O título da postagem não tem relação com seu conteúdo. Não há qualquer menção ao confisco da poupança ao longo do texto, publicado no dia 28 de setembro. Trata-se, na verdade, da cópia integral de uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo no dia 27 de setembro, com o título original “Mourão propõe renegociar os juros da dívida do governo” e o subtítulo “Em palestra, vice de Bolsonaro também criticou o 13º salário e o adicional de férias.”

Em evento realizado no Rio Grande do Sul, Mourão classificou dois direitos trabalhistas (o 13º salário e o abono de férias) como “jabuticabas brasileiras”. No Twitter, Jair Bolsonaro não citou o vice de sua chapa, mas defendeu a permanência do 13º salário: “Criticá-lo [o 13º salário], além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição”.

No evento em que supostamente teria defendido o confisco da poupança, Mourão fala do assunto em apenas uma ocasião, ao dizer que “o brasileiro poupa pouco”.  Além da Folha de S.Paulo, outros jornais publicaram notícias sobre o evento e nenhum deles mencionou que Mourão tivesse falado em confisco da poupança (veja aqui e aqui).

A Lupa entrou em contato com o Blog da Cidadania sobre essa checagem, mas ainda não obteve retorno.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Cristina Tardáguila

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Os dados são mais graves do que a informação
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FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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