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Aaron Sharockman: Checadores não trabalham para dizer em quem votar

por Aaron Sharockman
09.out.2018 | 15h50 |

Os fact-checkers não trabalham para dizer em quem você deve votar. Nosso trabalho é garantir que você receba a melhor informação possível para que você possa tomar – sozinho – sua decisão.

As pessoas costumam me perguntar sobre a eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016 e o papel que os checadores tiveram. Elas perguntam se a checagem de fatos importa realmente, já que o candidato que mais falta com a verdade – Donald Trump – acabou sendo eleito.

Eu digo que a premissa dessa questão está errada.

Aqui no Politifact, nosso objetivo não é convencer as pessoas sobre o candidato em quem elas devem votar. O voto é uma decisão pessoal, tomada com base em diversos fatores. Nós acreditamos que honestidade e veracidade do discurso são alguns deles, mas nunca sugerimos que esses são os únicos – nem mesmo os fatos decisivos.

O papel dos fact-checkers – seja no Brasil, seja nos Estados Unidos – é responder às perguntas dos leitores e eleitores sobre questões complexas e importantes. É separar o joio do trigo em ataques que geralmente podem definir campanhas políticas. E é muito normal ver que os dois lados acusam os rivais de serem os mais mentirosos. Os eleitores merecem saber quem tem razão. É aí que entram os checadores.

Nosso papel é cada vez mais importante nos dias de hoje, nesse tempo em que as informações são difundidas das mais diversas formas. Algo que é dito numa conversa de WhatsApp ou num post de Facebook pode ser tão importante como um discurso de um presidenciável ou uma entrevista de televisão. Ao mesmo tempo que o acesso à informação aumenta, aumenta o tamanho da desinformação.

E os fact-checkers são esses profissionais que apontam o que é correto e o que não é. E que ajudam os eleitores nesse processo. Nada além.

Editado por: Cristina Tardáguila e Natália Leal

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
AINDA É CEDO PARA DIZER
A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é
EXAGERADO
A informação está no caminho correto, mas houve exagero
CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
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A informação está comprovadamente incorreta
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