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Apenas 10 entre os 54 novos senadores cumprirão um mandato eletivo pela 1ª vez

por Nathália Afonso
09.out.2018 | 07h01 |

Os eleitores ainda terão que voltar às urnas para decidir o futuro presidente da República. Contudo, o poder legislativo já tem seus nomes definidos para os mandatos que se iniciam em 2019. A partir do ano que vem, 21 partidos irão compor o Senado – seis a mais do que na atual legislatura. O senador Reguffe, eleito em 2014 pelo DF, segue sem partido.

Nesta eleição, 33 senadores tentaram se reeleger. Só oito conseguiram. Ficaram de fora nomes conhecidos da política nacional, como Lindbergh Farias (PT-RJ), Ricardo Ferraço, Magno Malta (PR-ES), Romero Jucá (MDB-RR) e até o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).  Entre os reeleitos aparecem Ciro Nogueira (PP-PI), Jader Barbalho (MDB-PA) e Renan Calheiros (MDB-AL) – os três foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República por conta da Operação Lava-Jato. Completam a lista os que renovaram seus mandatos: Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Paulo Paim (PT-RS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Sergio Petecão (PSD-AC).

Mas, segundo o site do Senado Federal, a renovação na Casa chegou a 85% nesta eleição – a maior desde a democratização. Das 54 vagas disponíveis, 42 serão ocupadas por políticos que nunca se elegeram senadores. Mas quem são eles? Veja abaixo os novos – e nem tão novos assim – nomes do Senado Federal:

Os novatos

Dez senadores foram escolhidos para um cargo eletivo pela primeira vez em 2018. Eles não tinham carreira política até então. São eles:

Leila do Vôlei (PSB-DF)

Eduardo Girão (PROS-CE)

Marcos do Val (PPS-ES)

Juíza Selma Arruda (PSL – MT)

Soraya Thronicke (PSL – MS)

Carlos Viana (PHS – MG)

Prof. Oriovisto (Podemos-PR)

Capitão Styvenson (Rede -RN)

Delegado Alessandro (Rede – SE)

Fabiano Contarato (Rede-ES)

Os políticos de carreira

Dos 54 eleitos ao Senado, 21 têm mandato a cumprir na Câmara, nos legislativos estaduais ou municipais ou no Executivo até o fim de 2018:

Rodrigo Cunha (PSDB -AL): deputado estadual em Alagoas

Jorge Kajuru (PRP -GO): vereador em Goiânia

Weverton Rocha (PDT – MA): deputado federal pelo Maranhão

Eliziane Gama (PPS – MA): deputada federal pelo Maranhão

Rodrigo Pacheco (DEM – MG): deputado federal por Minas Gerais

Zequinha Marinho (PSC – PA): vice- governador do Pará

Veneziano (PSB – PB): deputado federal pela Paraíba

Daniella RIbeiro (PP – PB): deputada estadual pela Paraíba

Jarbas (MDB – PE): deputado federal por Pernambuco

Marcelo Castro (MDB – PI): deputado federal pelo Piauí

Flávio Bolsonaro (PSL-RJ): deputado estadual pelo Rio de Janeiro

Arolde de Oliveira (PSD – RJ): deputado federal pelo Rio de Janeiro

Zenaide Maia (PHS – RN): deputada federal pelo Rio Grande do Norte

Luís Carlos Heinze (PP-RS): deputado federal pelo Rio Grande do Sul

Marcos Rogério (DEM – RO): deputado federal por Rondônia

Mecias de Jesus (PRB -RR): deputado estadual por Roraima

Esperidião Amin (PP-SC): deputado federal por Santa Catarina

Jorginho Mello (PR-SC): deputado federal por Santa Catarina

Major Olímpio (PSL-SP): deputado federal por São Paulo

Mara Gabrilli (PSDB-SP): deputada federal por São Paulo

Irajá (PSD – TO): deputado federal por Tocantins

Os bumerangues

Entre os eleitos também há aqueles que não cumprem mandato eletivo atualmente, mas já são velhos conhecidos na política nacional ou em seus estados. Eles já integraram o Executivo e até se elegeram em cargos anteriores. Mas andavam “sumidos” nos últimos tempos – e voltaram agora. São 15, no total:

Márcio Bittar (MDB – AC): deputado federal e estadual pelo Acre

Lucas Barreto (PTB – AP): deputado estadual do Amapá e vereador de Macapá

Plínio Valério (PSDB – AM): vereador de Manaus

Jaques Wagner (PT-BA): deputado federal pela Bahia, Ministro do Trabalho e Emprego, Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Governador da Bahia, Ministro da Defesa, Ministro-Chefe da Casa Civil e Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico

Ângelo Coronel (PSD -BA): deputado estadual pela Bahia e prefeito de Coração de Maria

Izalci (PSDB -DF): deputado federal pelo Distrito Federal

Cid Gomes (PDT-CE): deputado estadual pelo Ceará, prefeito de Sobral, governador do Ceará e Ministro da Educação

Vanderlan (PP -GO): prefeito de Senador Canedo

Jayme Campos (DEM -MT): prefeito de Várzea Grande, senador por Mato Grosso e governador do Mato Grosso

Nelsinho Trad (PTB – MS): vereador de Campo Grande, deputado estadual de Mato Grosso do Sul e prefeito de Campo Grande

Flavio Arns (Rede-PR): deputado federal pelo Paraná, secretário da Educação do Paraná e vice-Governador do Paraná

Chico Rodrigues (DEM – RR): vereador de Boa Vista, deputado federal por Roraima, vice-governador de Roraima e governador de Roraima

Rogério Carvalho (PT – SE): deputado estadual e  federal de Sergipe.

Eduardo Gomes (SD – TO): deputado Federal do Tocantins

Confucio Moura (MDB -RO): governador de Rondônia

Bancada feminina pode diminuir

De acordo com o site do Senado, a bancada feminina pode diminuir na próxima legislatura. Atualmente, são 13 senadoras no Congresso Nacional, mas só cinco delas ainda seguirão com seus mandatos a partir do ano que vem. Entre as senadoras está Fátima Bezerra que está no segundo turno das eleições para governador do Rio Grande do Norte. Caso seja eleita, o número de mulheres que permaneceram no Senado cai para quatro.

Em 2019, sete candidatas foram eleitas e uma suplente, Mailza Gomes (PSDB-AC), irão assumir suas cadeiras no poder legislativo.  Se Fátima Bezerra não retornar, serão 12 senadoras a partir do ano que vem.

MDB terá a maior bancada

O partido que mais elegeu senadores neste ano foi o MDB, com sete. Assim, a bancada da sigla será a maior da Casa a partir de 2019, com 12 senadores – cinco eleitos em 2014. Em segundo lugar entre as legendas com mais eleitos em 2018 estão a Rede e o PP, com cinco senadores cada. O PSL, partido de Jair Bolsonaro, terá quatro senadores – nas últimas duas eleições, não tinha conquistado nenhuma vaga.

Editado por: Natália Leal

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