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#Verificamos: Guilherme Boulos não foi preso em novembro de 2018

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
14.nov.2018 | 14h21 |

Circula nas redes sociais um vídeo sobre uma suposta prisão do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que essa informação fosse analisada. Confira a seguir o trabalho de verificação feito pela Lupa:

“Ótima notícia! Boulos foi preso”
Texto que acompanha vídeo compartilhado no dia 1º de novembro que já tinha mais de 144 mil compartilhamentos até as 13h desta quarta-feira (14)

FALSO

O vídeo foi compartilhado no dia 1º de novembro, dando a entender que Guilherme Boulos havia sido preso naquele dia. No entanto, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) não foi detido nesta data, segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na verdade, houve um episódio em que o ex-candidato à Presidência foi detido, mas em janeiro de 2017 durante uma ação de reintegração de posse na Avenida Ragueb Chohfi, na Zona Leste de São Paulo.

A publicação do usuário utiliza um vídeo antigo, em que a jornalista e deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) comenta a detenção de Boulos. Ela chega a comemorar o fato de que o professor tenha sido preso. “E hoje, mais um petista foi parar atrás das grades. Trata-se do Guilherme Boulos, aquela figura detestável líder do MTST que durante uma desocupação na zona leste em São Paulo resolveu se achar mais realista que o rei  e resolveu enfrentar a polícia”, diz, enganando-se sobre a filiação partidária – Boulos entrou para o PSOL apenas em março de 2018, para se candidatar à Presidência, e nunca fez parte dos quadros do PT.

Na ocasião, o ex-candidato foi acusado de desobediência e incitação à violência. Segundo a PM paulista, ele assinou um Termo Circunstanciado de resistência na 47ª Delegacia de Polícia e foi liberado em seguida, após 10 horas de detenção.  

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Chico Marés

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