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#Verificamos: Laurita Vaz negou habeas corpus de Lula, mas não mandou soltar Abdelmassih

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
23.nov.2018 | 18h51 |

Circula nas redes sociais uma imagem que indica que a ministra e ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz negou pedidos de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aceitou o pedido de liberdade do médico Roger Abdelmassih, condenado a 278  anos de prisão por ter estuprado pacientes. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esses dados fossem analisados. Confira a seguir o trabalho de verificação feito pela Lupa:

“Ela [Laurita Vaz] negou 143 habeas corpus a Lula…”
Primeira parte do texto que acompanha imagem que aparece no Monitor do WhatsApp da UFMG como uma das mais compartilhada do dia 22 de novembro de 2018 e que também está sendo compartilhada no Facebook

VERDADEIRO

Em julho deste ano, a então presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, negou, de uma só vez, 143 pedidos de liberdade feitos por simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril. Na decisão, Vaz afirmou que o Poder Judiciário não poderia ser usado como “balcão de reivindicações ou manifestações de natureza política ou ideológico-partidárias”.

Os pedidos eram padronizados e tinham como subtítulo “Ato Popular 9 de julho de 2018 – Em defesa das garantias constitucionais”. As ações contestavam o fato de Lula estar cumprindo pena a partir de sua condenação em segunda instância.


“…mas livrou da cadeia Roger Abdelmassih, estuprador de mais de 40 mulheres”
Segunda parte do texto que acompanha imagem que aparece no Monitor do WhatsApp da UFMG como uma das mais compartilhada do dia 22 de novembro de 2018 e que também está sendo compartilhada no Facebook

EXAGERADO

A ministra Laurita Vaz não decidiu pela soltura do médico Roger Abdelmassih. Em julho de 2017, a magistrada determinou que ele cumprisse sua pena em prisão domiciliar, em virtude de um erro cometido pelo Ministério Público na formulação do pedido de cumprimento da pena em regime fechado.

Abdelmassih foi condenado em primeira instância a 278 anos de prisão por ter estuprado 37 mulheres em sua clínica de reprodução humana. Em 2014, a pena foi reduzida para 181 anos.

Em agosto daquele ano, depois de passar três anos foragido, o médico foi localizado em Assunção, no Paraguai. Em 2017, Abdelmassih viveu um vaivém entre o sistema prisional e sua casa, em virtude de uma série de liminares da Justiça que ora o mandavam cumprir prisão domiciliar ora o enviavam de volta ao presídio.

Atualmente, Abdelmassih cumpre pena em um apartamento na cidade de São Paulo. De acordo com seus advogados, ele sofre de insuficiência cardíaca crônica e necessita cuidados médicos.

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Cristina Tardáguila

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