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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
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#Verificamos: Bolsonaro não votou contra lei que regulamenta profissão de intérprete de Libras

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
02.jan.2019 | 19h02 |

Circula nas redes sociais a “informação” de que, ainda como deputado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) teria votado contra o projeto que reconhece a profissão de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), proposto pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Alguém avisa a Michele Bolsonaro que a lei que regulamenta a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) é da Maria do Rosário”
Publicação com cerca de 3 mil retuítes até as 18h do dia 2 de janeiro de 2019

VERDADEIRO

Em 2004, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) apresentou o PL 4763/2004, que regulamenta a profissão de tradutor de Libras. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em 10 de dezembro de 2009, em caráter terminativo, ou seja, não precisou passar pelo Plenário da Câmara. O projeto seguiu para tramitação no Senado e, em 1º de setembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei, com veto parcial.


“(…) E o seu marido [Jair Bolsonaro] votou contra”
Publicação com cerca de 3 mil retuítes até as 18h do dia 2 de janeiro de 2019

FALSO

Em dezembro de 2009, Bolsonaro, então filiado ao PP, era suplente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e estava na reunião que discutiu a proposta de Maria do Rosário. O projeto que regulamentou a profissão de intérprete de Libras foi aprovado sem discussão e por unanimidade, ou seja, sem votos contrários, segundo a ata da sessão.

A informação errada também foi reproduzida pelo site Brasil 247, em publicação que atingiu 9 mil compartilhamentos no Facebook. O site admitiu o equívoco e corrigiu a publicação.

*Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Natália Leal e Cristina Tardáguila

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CONTRADITÓRIO
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Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
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A informação está comprovadamente incorreta
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