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Foto: Valter Campanato / Agência Brasil
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Congresso 2019: Quem bancou as eleições daqueles que querem presidir Câmara e Senado?

por Nathália Afonso
01.fev.2019 | 08h30 |

Até a noite da última quinta-feira (31), 15 congressistas mantinham suas candidaturas* para os cargos de presidente da Câmara e do Senado. Na linha sucessória da Presidência da República, quem ocupa esses postos ocupa, respectivamente, o segundo e terceiro lugar e costuma exercer a função de comandar o país. No dia a dia, são os responsáveis por escolher as pautas que serão tratadas como prioridade no Congresso Nacional e por articular todo o Poder Legislativo. Mas quem financiou as campanhas dos políticos que almejam comandar as duas Casas? Quanto custaram suas eleições? Veja levantamento completo aqui e a seguir o detalhamento:

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Sete deputados federais disputam a presidência da Câmara dos Deputados. São eles: Rodrigo Maia (DEM-RJ), Fábio Ramalho (MDB-MG), JHC (PSB-AL), Marcelo Freixo (PSOL- RJ), Ricardo Barros (PP-PR), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e General Peternelli (PSL-SP).

Cinco deles têm empresários entre seus três maiores doadores de campanha – algo que passou a ocorrer depois de 2015, quando as empresas foram oficialmente proibidas de fazer repasses a campanhas políticas.

O Tribunal Superior Eleitoral mostra que dois deputados doaram para si em 2018: JHC (PSB) e General Peternelli (PSL). Além disso, o candidato do PSL também teve o financiamento coletivo como uma das três maiores fontes de doação, assim como o candidato do Novo, Marcel Van Hattem.

Veja quem foram os três maiores doadores de cada um dos candidatos a liderar a Câmara:

GASTOS DE CAMPANHA (CÂMARA)

Dos sete deputados que disputam a presidência da Casa, Rodrigo Maia foi o que teve mais despesas nas eleições de 2018: R$ 2.390.583,56. O segundo foi Fábio Ramalho, com um gasto de R$ 2.046.600,79. Veja na tabela a seguir o detalhamento de cada candidato:   

SENADO FEDERAL

Oito senadores disputam a presidência da Casa. São eles: Renan Calheiros (MDB), Major Olímpio (PSL), Esperidião Amin (PP), Tasso Jereissati (PSDB), Davi Alcolumbre (DEM), Alvaro Dias (Podemos), Ângelo Coronel (PSD) e Reguffe (Sem partido).

Embora a renovação do Senado tenha sido a maior de sua história nas eleições de 2018,  metade dos candidatos à presidência da Casa se elegeu em 2014. Em 2014, ainda era possível que empresas doassem para as campanhas – o que influencia diretamente na leitura a seguir. Conheça quem são os principais doadores de cada um deles:    

GASTOS DE CAMPANHA (SENADO)

Os três candidatos à presidência do Senado que mais gastaram para se eleger são Tasso Jereissati, Alvaro Dias e Renan Calheiros. O candidato que menos gastou é um novato na Casa: Major Olímpio. Veja a seguir o valor da campanha de todos eles:

*Nota: Na produção desta reportagem, a Lupa tomou como base a lista de candidatos que o site Poder360 e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo divulgavam até as 20h do dia 31 de janeiro de 2018.

Editado por: Cristina Tardáguila e Natália Leal

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