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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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#Verificamos: É falso que bula confirme relação de vacina com autismo

Editor | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
18.fev.2019 | 18h45 |

Circula nas redes sociais a “informação” de que a bula em inglês da vacina Tríplice Bacteriana diz que ela causa autismo. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Não adianta brigar comigo: vacinas causam autismo. Tá na bula”
Imagem publicada no Facebook, com 65 compartilhamentos até o dia 18 de fevereiro de 2019

FALSO

A bula de uma marca específica de vacina Tríplice Bacteriana (que previne contra difteria, tétano e coqueluche) realmente mencionava “relatos” de ligação entre a dose de imunização e o autismo. Porém, o mesmo parágrafo do texto que acompanha a Tripedia em 2005 dizia o seguinte: “Como esses eventos foram relatados voluntariamente a partir de uma população de tamanho incerto, não é possível estimar sua frequência de forma confiável ou estabelecer uma relação causal [dos efeitos listados] com os componentes da vacina Tripedia”. Ou seja, a bula não diz que há uma relação direta entre autismo e a vacina em questão.

A Tripedia era produzida pelo laboratório Sanofi Pasteur e foi comercializada nos Estados Unidos entre 1992 e 2011, até ser descontinuada. A bula em questão foi atualizada pela última vez em 2005, conforme consta no próprio texto. Segundo o site de fact-checking americano Politifact, em 2006, um ano depois de o texto ser revisado pela última vez, uma nova regulamentação federal estabeleceu que apenas efeitos colaterais com relação causal comprovada fossem mencionados em bulas de remédios.

Atualmente, duas vacinas do mesmo tipo, a Daptacel, também da Sanofi Pasteur, e a Infanrix, da GlaxoSmithKline, são produzidas e comercializadas nos Estados Unidos. Nenhuma das bulas menciona autismo como possível efeito colateral da imunização.

A informação também foi verificada pelos sites americanos Politifact e Snopes.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Natália Leal

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