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#Verificamos: É falso que Flávio Bolsonaro tenha homenageado suspeito de matar Marielle

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
12.mar.2019 | 17h17 |

Circula nas redes sociais a “informação” de que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, teria homenageado Ronnie Lessa, suspeito do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ). A homenagem teria sido feita quando Flávio era deputado estadual no Rio de Janeiro. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Assassino da Marielle (…) foi condecorado pelo filho [de Bolsonaro] na Alerj [Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro]”
Imagem que foi publicada no Facebook e compartilhada mais de cem vezes até as 16h do dia 12 de março de 2019

FALSO

O senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) não homenageou o policial militar reformado Ronnie Lessa, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como autor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSOL). Esse fato pode ser constatado por meio de uma busca no site da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Lessa foi homenageado pela Alerj em 23 de novembro de 1998. Ele recebeu uma Moção de Congratulação, Aplausos e Louvor do então deputado estadual Pedro Fernandes (PFL) – avô do atual secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, também chamado Pedro Fernandes (PDT). O filho mais velho de Bolsonaro se elegeu deputado estadual pela primeira vez em 2002, e tomou posse no ano seguinte.

Ronnie Lessa, que mora no mesmo condomínio que o presidente Jair Bolsonaro (PSL), foi preso nesta terça-feira (12), apontado pelo MP-RJ como autor dos disparos contra Marielle.

Vale destacar que Flávio homenageou, em duas ocasiões, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de integrar a organização miliciana Escritório do Crime, além de empregar sua mãe e sua esposa em seu gabinete. O MP-RJ não descartou, em entrevista coletiva nesta terça, participação do Escritório do Crime ou de outras milícias no assassinato de Marielle.

Em 2003, o filho mais velho do presidente apresentou uma moção de louvor ao capitão. Dois anos depois, apresentou projeto de lei que concedeu a Medalha Tiradentes ao ex-militar.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Nathália Afonso

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