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Foto: Renan Olaz, Câmara Municipal do Rio
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#Verificamos: É falso que digitais de assessora de Marielle foram achadas no carro dos assassinos da vereadora

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
22.mar.2019 | 18h30 |

Circula em redes sociais a “informação” de que impressões digitais de uma das assessoras de Marielle Franco (Psol) foram encontradas na maçaneta da porta do carro utilizado pelos assassinos da vereadora. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:  

 

“As impressões digitais de uma das assessoras de Marielle são encontradas na maçaneta da porta do carro dos assassinos”
Informação que até as 16h do dia 22 de março de 2019 tinha quase 5 mil compartilhamentos no Facebook

FALSO

A informação verificada pela Lupa é falsa. O carro utilizado pelos assassinos de Marielle nunca foi encontrado. Assim, não é possível que impressões digitais de uma das assessoras da vereadora tenham sido descobertas na maçaneta do veículo.

Em entrevista no dia 12 de março de 2019, o delegado Giniton Lages, que era responsável pelo caso, disse que a última movimentação do automóvel detectada pela Polícia Civil ocorreu no dia 2 de dezembro de 2018. O inquérito cita câmeras de monitoramento como a origem dessa informação.

Contudo, o delegado também afirmou que, na noite do assassinato, uma das assessoras que acompanhavam Marielle chegou a tocar a maçaneta do veículo dos assassinos. Ela teria confundido com um carro que havia solicitado por aplicativo. Isso também foi visto em imagens de câmeras de monitoramento próximas ao local.

Vale ressaltar, ainda, que a assessora que tocou o carro dos assassinos não é Fernanda Chaves, assessora de Marielle que estava dentro do carro da vereadora quando os disparos foram efetuados.

No dia 12 de março, o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz foram presos, suspeitos de assassinarem a vereadora Marielle Franco em março de 2018. O inquérito segue em sigilo.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notíciasno Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Natália Leal e Chico Marés

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