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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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#Verificamos: É falso que Lula tenha contratado assassino ‘Bala de Prata’ para ‘dar um jeito’ em Moro

Editor | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
30.maio.2019 | 20h17 |

Circula nas redes sociais publicação com uma frase do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na qual ele, supostamente, sugere contratar um assassino chamado “Bala de Prata” para “dar um jeito” no ministro Sérgio Moro. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

Sabe o Bala de Prata?

Hum.

Ele poderia ser usado contra o juiz lá de Curitiba.

Ele [bala de prata] é capaz de tudo”
Diálogo supostamente divulgado pelo jornalista Ricardo Noblat e atribuído ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e um interlocutor não identificado, publicado em conteúdo no site Noticiário Brasil que, até as 19h30 do dia 30 de maio, já havia sido compartilhado por 21,6 mil pessoas no Facebook

FALSO

O diálogo analisado pela Lupa nunca foi divulgado pelo jornalista Ricardo Noblat, como diz a publicação. Em 18 de março de 2016, Noblat publicou, em sua conta no Twitter, que Sérgio Moro, então juiz titular da 13ª Vara Federal, em Curitiba, teria uma “bala de prata” contra Lula.

O colunista, no entanto, não reproduziu nenhum diálogo, apenas descreveu a situação, mencionando a suposta “bala de prata” – que, no jargão popular, é uma informação que pode ser usada contra alguém em última instância. Na política, entende-se como algo que pode prejudicar seriamente a imagem de um candidato ou mandatário e, nas palavras do próprio Noblat, é “uma expressão que se usa para designar algo importante, mortal”.

Segundo Noblat, essa “bala de prata” seria uma gravação na qual o ex-presidente “cita um cara, desses capazes de tudo, que poderia ser usado para dar um jeito em Moro”. Cobrado, o jornalista disse, seis dias depois, o seguinte: “Sei que o grampo da bala de prata existe. Se tivesse comigo já teria sido publicado”.

Em abril de 2017, ele voltou ao assunto: “A essa altura, aquela bala de prata (o telefonema grampeado onde Lula ameaçava Moro) virou bala de festim”. Em setembro de 2017, finalmente, o jornalista disse que a gravação “repousa em uma gaveta em Curitiba” porque “deixou de ser necessária”. A “bala de prata” não se tratava, portanto, de uma pessoa – e menos ainda de um assassino -, mas sim de uma suposta informação que que poderia ser usada contra Lula. A suposta gravação nunca veio a tona.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Natália Leal

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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