#Verificamos: Telegram não disse que hacker manipulou conversas entre Moro e Dallagnol
Circula pelas redes sociais uma mensagem atribuída à conta oficial do aplicativo Telegram no Twitter afirmando que um hacker forjou o conteúdo das mensagens trocadas pelo coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, com o ex-juiz e atual ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro. Conversas entre as duas autoridades foram reveladas em uma série de reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil em 9 de junho de 2019. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Urgente! A invasão já seria crime, agora o Telegram confirma que o texto divulgado foi manipulado. Atitudes imediatas, tirar o site do ar e prender Glenn Greenwald!”
Legenda de imagem que, até as 11h30 de 13 de junho de 2019, tinha mais de 1,8 mil compartilhamentos no Facebook
O tuíte analisado pela Lupa, atribuído à conta verificada do Telegram Messenger (@telegram), é falso. Trata-se de uma montagem, com vários erros de português. O texto que circula nas redes sociais foi colado sobre a resposta oficial da empresa para um usuário a respeito do vazamento das conversas.
Na mensagem original, o Telegram afirma: “De fato, não há evidências de qualquer hack. Muito provavelmente foi um malware [software malicioso] ou alguém não usou a senha de verificação em duas etapas”. Em seguida, há um link para uma página com dicas para manter os chats em segurança.

O tuíte falso diz que o Telegram conferiu os arquivos de conversas – o que provavelmente violaria os termos de uso do aplicativo – e que “admitia” que as frases haviam sido alteradas por “rackers” (hackers). Afirma também que a empresa já teria se colocado à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos, assim que fosse convocada.
O tuíte original – o único em que o Telegram se manifestou sobre o caso até as 12h30 do dia 13 de junho – mostra que todas essas informações são falsas.
Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook
Editado por: Natália Leal
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