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#Verificamos: É falso que PF confiscou fazendas de líder do MST no Paraguai 

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
13.ago.2019 | 17h44 |

 

Circula nas redes sociais que a Polícia Federal confiscou três fazendas no Paraguai do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“O serviço Nacional de Cadastro e a Força Tarefa, em cooperação com a Polícia Federal, confiscaram três fazendas do líder do MST, João Pedro Stedile”
Legenda de imagem que circula no Facebook e até as 17h do dia 13 de agosto de 2019, tinha sido compartilhada mais 19 mil vezes na plataforma

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Na realidade, a Polícia Federal confiscou os terrenos  no Paraguai do traficante Luiz Carlos Rocha, que não tem ligação com o MST. O economista e ativista João Pedro Stédile, citado no post, não tem qualquer relação com os imóveis. A ação da PF ocorreu em abril de 2019 e foi um desdobramento da Operação Spectrum, que cumpriu mandados de busca, apreensão e sequestro de bens no valor de R$ 68 milhões.

Duas das três fotos da publicação que circula em redes sociais não correspondem às fazendas confiscadas no Paraguai. A primeira imagem mostra um imóvel localizado no  município de Campo Novo do Parecis, Mato Grosso, chamado Irmãos Garcia. A segunda, por sua vez, ficava no município Comodoro, também no MT, e foi a leilão em junho de 2017. A terceira imagem, sim, apareceu em reportagens (aqui e aqui) como sendo de uma das fazendas confiscadas pela Polícia Federal.   

Essa informação foi verificada pelo Boatos.org e Aos Fatos.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook

Editado por: Natália Leal

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