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#Verificamos: É falso que laudo concluiu que bala que matou Ágatha era de fuzil de traficante

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
14.out.2019 | 17h34 |

Circula nas redes sociais que um laudo publicado no dia 11 de outubro teria concluído que a bala que matou Ágatha Félix, de oito anos, não partiu da arma de um policial. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da ​Lupa​:

“O LAUDO BALÍSTICO do caso ÁGATHA no Complexo do Alemão saiu ontem 11Out19. Vocês sabiam? Não né, sabe porque? Porque a perícia concluiu que o projétil no corpo da inocente Ágatha NÃO CONDIZ COM O PROJÉTIL USADO PELA PM no Rio de Janeiro”
Texto publicado no Facebook que, até as 17h do dia 14 de outubro, tinha sido compartilhado por 1,8 mil pessoas

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que não é possível determinar, pelo laudo do caso, se a bala que matou a menina Ágatha Félix partiu de um fuzil usado por policiais ou criminosos. 

Publicado no dia 25 de setembro pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), o laudo conclui que a menina morreu com um tiro de fuzil. Entretanto, a análise não permite determinar “o calibre nominal, número e direcionamento das raias, bem como microvestígios de valor criminalístico, o que inviabiliza exame microcomparativo (confronto balístico)”. Segundo a polícia, o caso ainda está sob investigação.    

Na noite de 20 de setembro, Ágatha Félix, de oito anos, foi morta quando voltava para casa no Complexo do Alemão. Testemunhas afirmam que o tiro partiu de policiais, que tentavam acertar uma moto que passava pelo local, e que atingiram a Kombi na qual a menina estava com a mãe. 

A polícia, por outro lado, afirma que houve confronto e troca de tiros com criminosos. Testemunhas negam.

Esse conteúdo também foi verificado pelos sites Aos Fatos e Boatos.org

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook

Editado por: Nathália Afonso

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