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#Verificamos: Vídeo que mostra mulher sendo agredida por guarda na Bahia não tem relação com a Covid-19

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
17.abr.2020 | 12h45 |

Circula nas redes sociais um vídeo que mostra guardas municipais abordando e agredindo uma mulher em Itambé, no interior da Bahia. A legenda da publicação diz que que a ação foi realizada para interromper “a tradicional fofoca” que estaria “proibida por causa do coronavírus”. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“ATÉ A TRADICIONAL FOFOCA NA FRENTE DE CASA ESTÁ PROIBIDO POR CAUSA DO CORONA VÍRUS. GUARDAS MUNICIPAIS ESTÃO PROIBINDO ATÉ A FOFOCA NA FRENTE DA CASA DOS VIZINHOS NO INTERIOR. OS GUARDAS MUNICIPAIS CHEGARAM MANDARAM ACABAR A CONVERSA BOTARAM A MULHER PARA CASA, COM EMPURRÃO E MUITA VIOLÊNCIA. V E R G O N H A 😠😡🤬 ESSA É A #GUARDA_CIVIL DE #ITAMBÉ-BA”
Legenda do vídeo publicado no Facebook que até as 12h do dia 17 de abril de 2020 tinha mais de 41 mil compartilhamentos

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O vídeo está sendo utilizado fora de contexto para criticar ações das autoridades baianas no combate à Covid-19. Em nota, a Prefeitura Municipal de Itambé, a quem a Guarda Civil Municipal é subordinada, afirmou que a ação, que aconteceu em março, “não diz respeito às medidas restritivas de combate à Covid-19”. Segundo a prefeitura, a abordagem aconteceu depois da guarda receber um chamado “para conter uma briga entre vizinhos”. A prefeitura disse, ainda, que está abrindo um inquérito administrativo para apurar a ação dos guardas no episódio e que discorda da forma como o servidor abordou a moradora.

Até quinta-feira (16), o estado da Bahia registrou 967 casos confirmados e 34 mortes por Covid-19. Em Itambé, eram 11 casos suspeitos.

Durante a semana, a Lupa checou outras quatro publicações com a mesma temática. Nelas, vídeos antigos de policiais militares (aqui, aqui e aqui) e da guarda municipal (aqui) foram utilizados para afirmar que as corporações estavam abordando e agredindo, a mando dos governadores, pessoas que saem de casa.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Chico Marés

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CONTRADITÓRIO
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SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
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Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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