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Foto: Cristine Rochol/Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Foto: Cristine Rochol/Prefeitura Municipal de Porto Alegre

#Verificamos: É falso que bancos foram tirados de parque em Porto Alegre para reforçar isolamento social

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
14.jul.2020 | 19h41 |

Circula pelas redes sociais que a Prefeitura de Porto Alegre teria retirado bancos do Parque Farroupilha (também conhecido como Parque da Redenção) no centro da cidade, para impedir que as pessoas pudessem se sentar. A publicação reclama que isso seria uma medida para garantir o isolamento social, dificultando a permanência dos visitantes na área. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Vocês viram a insanidade do prefeito de Porto Alegre, retirando os bancos da praça Redenção, a maior e mais importante praça da Cidade ? para ninguém com máscara ou sem possa sentar-se, tem algum absurdo maior?”.
Texto publicado em post no Facebook que, até as 19h do dia 14 de julho de 2020, tinha 67 compartilhamentos

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Entre os dias 6 e 10 de julho, a Prefeitura de Porto Alegre retirou 90 bancos do Parque da Redenção para serviços de reparo.  A ação é parte de um contrato de melhorias do mobiliário urbano do local e não tem relação com medidas de combate à disseminação do novo coronavírus. De acordo com o município, os assentos pintados e recuperados começaram a ser devolvidos ao parque em 13 de julho.

A manutenção faz parte de uma reforma de todo o entorno do Monumento ao Expedicionário e do Parque da Redenção iniciada em outubro de 2019. De acordo com o secretário da pasta de zeladoria da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Hiratan Pinheiro, os bancos foram retirados porque os serviços executados no local não seguiram os padrões exigidos. A Prefeitura de Porto Alegre classificou a peça de desinformação como “fake news” em sua página oficial no Facebook.

Em 3 de julho, o prefeito Nelson Marchezan (PSDB) anunciou novas restrições ao funcionamento do comércio de Porto Alegre, como o controle de entrada nos supermercados e a suspensão do funcionamento de academias e salões de beleza. O decreto emitido dois dias depois proíbe o acesso a alguns parques municipais, como o Chico Mendes e um trecho da orla do rio Guaíba, mas o Parque da Redenção não é citado. 

O município lançou ainda uma meta de isolamento social de 55%, valor estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde como mínimo necessário para impedir a disseminação do coronavírus na cidade. O chamado “Índice de adesão ao isolamento social” é obtido a partir do sinal emitido por dispositivos móveis e calcula o número de pessoas que permanecem em casa ou que se deslocam ao longo do dia. 

Até 13 de julho, Porto Alegre havia registrado 174 óbitos e 4.826 casos confirmados de coronavírus, com ocupação de 83,1% dos leitos adultos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nesse dia, o índice de isolamento social foi calculado em 43,8%.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook.

Editado por: Maurício Moraes

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