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Foto: Paula Froes/Govba
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#Verificamos: É falso que Rui Costa deixou a presidência do Consórcio do Nordeste após denúncias 

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
14.ago.2020 | 19h13 |

Circula pelas redes sociais que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), deixou a presidência do Consórcio do Nordeste “em meio a denúncias”. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Rui Costa deixa a presidência do Consórcio do Nordeste em meio a denúncias”
Imagem publicada no Facebook que, até as 19h do dia 14 de agosto de 2020, tinha sido compartilhada por 2,5 mil pessoas

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), ainda é presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste). Ele deixará o cargo apenas em dezembro de 2020, como informam a assessoria de imprensa do Consórcio Nordeste e a do governo da Bahia. O mandato do presidente é anual, podendo haver apenas uma reeleição. A ideia é que haja um rodízio entre os governadores da região.

Criado em março de 2019, o Consórcio Nordeste é uma parceria entre os nove estados da região – Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Bahia – para o desenvolvimento de projetos econômicos e sociais. No mesmo dia que o protocolo foi assinado, Costa foi escolhido para ser o primeiro presidente. No final daquele ano, o governador foi reeleito. Em 2021, obrigatoriamente outro governador precisará assumir a presidência. “A próxima eleição não tem data exata para acontecer, mas certamente acontecerá nos próximos meses”, diz a assessoria.

Denúncias

Durante a pandemia da Covid-19, contratos assinados pelo Consórcio Nordeste vem sendo alvos de investigações. No início de julho, por exemplo, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar supostas irregularidades na compra de respiradores pelo Consórcio e o governo da Bahia. Em junho, três pessoas foram presas em uma operação na Bahia contra uma empresa que não entregou respiradores comprados pela instituição.

Na época, o governador da Bahia, Rui Costa, se posicionou sobre o caso e disse que a investigação foi politizada. “O que nós queremos é a devolução do recurso público e a identificação de todos os responsáveis. Infelizmente, o Brasil, mesmo na pandemia, se criou uma disputa política, uma confusão jurídica e há muita contaminação jurídica no país e a vida humana ficou relegada a segundo plano”, disse.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Chico Marés

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