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#Verificamos: É falso alerta do Bradesco Seguros sobre carros plotados em época de eleição

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
23.out.2020 | 16h08 |

Circula pelas redes sociais uma imagem supostamente criada pelo Bradesco Seguros afirmando que seguradoras não cobrem carros plotados com propaganda política, e que automóveis particulares com adesivos são enquadrados como veículos de uso comercial. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa​:

“[Bradesco Seguros Auto] não cobre carros plotados com qualquer tipo de propaganda, até mesmo propaganda política!”
Texto de imagem que circula no Whatsapp

FALSO

A peça não foi produzida e divulgada pela Bradesco Seguros Auto, informou a assessoria da seguradora à Lupa, por e-mail. A empresa ressaltou também que veículos de passeio e pick-ups adesivadas com determinado candidato ou partido que sejam utilizados exclusivamente para locomoção diária ao trabalho e/ou lazer deverão ter seu uso enquadrado como “particular”.

No entanto, veículos de passeio e pick-ups que, além de adesivo, possuam sistema de som instalado e façam propaganda de determinado candidato ou partido deverão ter o enquadramento de uso como “fins publicitários”.


“Em caso de veículos adesivados com propagandas, se o seu uso estiver PARTICULAR, as seguradoras exigem o enquadramento do veículos como ‘uso comercial’ ou ‘fins publicitários’ ou que o proprietário RETIRE A ADESIVAÇÃO!”
Texto de imagem que circula no Whatsapp

EXAGERADO

O caso varia de acordo com a empresa e com a dimensão da adesivagem. Segundo Igor Marchetti, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, propagandas no carro podem gerar situações imprevistas no momento da assinatura do contrato. “O correto nesses casos é que o consumidor entre em contato com seu corretor e confirme se é necessário alterar a classificação do veículo para comercial”, recomenda.

Para o Idec, a regra deve partir da razoabilidade. Um simples adesivo pequeno não deve ser impeditivo para alteração da classificação do veículo, porém adesivamentos de ponta a ponta podem ter consequências, inclusive no momento da retirada desses adesivos e envelopamentos. 

Marchetti diz que “por conta disso, pode ser alegada alteração substancial do veículo, podendo configurar descumprimento contratual pelo segurado que justificaria o não pagamento do seguro. Por isso, consideramos que o correto seria, antes de realizar a inserção dos adesivos, fazer uma consulta ao contrato de seguro ou com o corretor, para que se evite esquivas por parte da seguradora em caso de sinistro”. 

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751

Editado por: Chico Marés

O conteúdo produzido pela Lupa é de inteira responsabilidade da agência e não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização prévia.

A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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