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Belo Horizonte: Áurea Carolina acerta dados sobre Covid-19, violência contra a mulher e renda

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
28.out.2020 | 10h00 |

Esta publicação foi corrigida às 22h do dia 28 de outubro de 2020. Veja abaixo.

A candidata à prefeitura de Belo Horizonte Áurea Carolina (PSOL) ocupa a terceira posição na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Ibope em 15 de outubro de 2020. Em sua campanha, tem participado de entrevistas e divulgado propostas em suas redes sociais. A Lupa analisou algumas de suas falas. A checagem faz parte do projeto Democracia Digital, no qual jornalistas de todas as capitais do Brasil verificam discursos dos quatro candidatos melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto em 2020.

João Vitor Xavier (Cidadania) e Alexandre Kalil (PSD) — segundo e primeiro em intenções de voto na mesma pesquisa — também tiveram falas analisadas, e o resultado dessas verificações será publicado nos dias 2 e 4 de novembro, respectivamente. A checagem do quarto colocado na disputa, Bruno Engler (PRTB), foi publicada na última segunda-feira (26).

Confira o grau de veracidade do que disse Áurea Carolina:

“A maioria das pessoas que morreram (sic) de Covid-19 em Belo Horizonte são negras”
Áurea Carolina (PSOL), deputada federal e candidata a prefeita de Belo Horizonte, em entrevista à TV Band Minas, em 4 de setembro de 2020

VERDADEIRO

De acordo com o boletim epidemiológico produzido pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, 1.450 pessoas haviam morrido de Covid-19 na cidade até a última segunda-feira (26). Do total, 50,8% eram pessoas pretas e pardas, enquanto 28% eram brancas.  


“Quase 60% das vítimas de estupro no Brasil têm até 13 anos”
Áurea Carolina (PSOL), deputada federal e candidata a prefeita de Belo Horizonte, no Twitter, em 23 de outubro de 2020

VERDADEIRO

O Brasil registrou 66.123 casos de estupro e estupro de vulnerável nas delegacias de polícia apenas em 2019. Do total, 58% tinham como vítimas meninas de, no máximo, 13 anos, segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O dado corresponde a 38.351 meninas violentadas no país. 


“Em BH hoje, 67 mil famílias ganham menos que o valor de uma cesta básica por mês”
Áurea Carolina (PSOL), deputada federal e candidata a prefeita de Belo Horizonte, no Twitter, em 9 de outubro de 2020

VERDADEIRO

Segundo dados do CadÚnico, do Ministério da Cidadania, em setembro de 2020, 66.697 famílias eram beneficiárias do programa Bolsa Família. Esse número se refere às famílias que se encontram em extrema pobreza e pobreza, ou seja, com renda mensal per capita inferior a R$ 178. O valor da cesta básica em Belo Horizonte no mês de setembro, de acordo com levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG), era de R$ 490. Portanto, é provável que o número real seja maior, mas este é o dado mais confiável, já que o último censo do IBGE é de 2010 e apontava que 22.203 famílias viviam com menos que meio salário mínimo (R$ 522).

Atualização feita às 22h de 28 de outubro de 2020: Após receber a resposta da assessoria de imprensa de Áurea Carolina, o selo da checagem foi trocado de “falso” para “verdadeiro”. O título, que antes era “Belo Horizonte: Áurea Carolina erra sobre renda das famílias na capital mineira”, também foi alterado.

Nota da redação: O projeto Democracia Digital é uma iniciativa da Lupa, do Instituto de Tecnologia & Equidade (IT&E) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, com apoio do WhastApp e dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o Brasil. As checagens produzidas são distribuídas gratuitamente a rádios universitárias do país, com apoio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Editado por: Marcela Duarte e Natália Leal

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
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CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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