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Foto: PBH/Ascom
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Cobertura vacinal, Cersams e cuidadores: promessas de 2016 descumpridas por Kalil

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
05.nov.2020 | 08h00 |

O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD) é candidato à reeleição e tem 60% das intenções de voto. Em 2016, ainda candidato, ele registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o plano de governo intitulado “Trabalhar para BH funcionar”. No documento de 47 páginas, foram apresentados mais de 50 compromissos em temas como saúde, educação e segurança. A Lupa avaliou algumas das principais promessas. Confira:

“Criação de nove Cersams AD, um em cada região na cidade, e mais nove Cersams para adolescentes, seguindo a mesma distribuição regional”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, na página 13 do plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 2016

FALSO

Atualmente, Belo Horizonte tem cinco unidades do Centro de Referência em Saúde Mental Álcool e Drogas  (Cersam AD), nas regionais Pampulha, Barreiro, Nordeste, Noroeste e Centro-Sul. Somente um desses centros, na Noroeste, foi inaugurado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), em setembro do ano passado. Os outros quatro já existiam na gestão anterior, de Marcio Lacerda (PSB).

A capital mineira também possui oito unidades do Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) e três unidades do Cersam Infantil, sendo que uma foi feita na atual gestão

Procurado, o candidato não respondeu.


“Retomar a operação do setor de pediatria [do Hospital Risoleta Tolentino Neves]”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, na página 10 do plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 2016

FALSO

O projeto de retomada do setor pediátrico, suspenso na gestão anterior, não ocorreu. De acordo com a assessoria do hospital Risoleta Tolentino Neves, o espaço que abrigava o Pronto Atendimento Pediátrico foi “transformado em uma unidade de observação/internação de pacientes adultos (masculinos e femininos) de várias morbidades, tanto clínicas quanto cirúrgicas”.

De acordo com o regimento interno do hospital, a instituição pertence ao Estado de Minas Gerais e está sob a gestão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep). Contudo, desde 2012, a gestão foi descentralizada para a prefeitura de Belo Horizonte.

Procurado, o candidato não respondeu.


“100% de vacinação da população de risco contra o vírus H1N1”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, na página 17 do plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 2016

EXAGERADO

Em 2020, a cobertura vacinal contra H1N1 entre a população de risco foi maior do que no final da gestão de Lacerda, mas não chegou a 100%. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, ela está em 95,1%. Em 2016, estava em 93,9%.

Esse número oscilou ao longo do mandato. Em 2017 e 2018, ela caiu para 93,8% e 92,8%, respectivamente. Em 2019, esse índice voltou a subir, para 93,5%. Os números consideram apenas os grupos prioritários, que são definidos anualmente pelo Ministério da Saúde. 

A vacina contra a influenza é a mesma utilizada contra o vírus H1N1 e é aplicada anualmente. As doses são enviadas pelo governo federal e o município define as estratégias para distribuição e aplicação das mesmas.

Procurado, o candidato não respondeu.


“Aumentar número de Umeis de 126 para 150 com a ampliação de PPPs, aproveitando estruturas existentes”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, na página 29 do plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 2016

EXAGERADO

Atualmente existem 145 unidades das Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), que é a nova nomenclatura utilizada para as antigas Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis). 

Em 2016, eram 129 – e não 126 – unidades. Elas foram unificadas com outras 13 escolas infantis que já existiam e mais três novas unidades, inauguradas pela gestão do Kalil. 

Em 2018, a prefeitura de Belo Horizonte aprovou a lei 11.132/2018, que transformou as Umeis em Emeis, instituições com autonomia financeira e pedagógica. Essa lei previa investimentos para a adequação desses espaços.

Além das Emeis, 58 das 323 escolas municipais de Ensino Fundamental também oferecem Educação Infantil, segundo a prefeitura.

Procurado, o candidato não respondeu.


“Cumprir as metas inconclusas do Programa do Cuidador, buscando chegar a 1.000 atendimentos ano”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, na página 18 do plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 2016

EXAGERADO


Desde 2011, a prefeitura de Belo Horizonte tem o programa Maior Cuidado, para o atendimento de idosos no município. O número de pessoas atendidas não chegou a mil durante a atual gestão. Em 2017, foram realizados 683 atendimentos, em 2018, 735, e em 2019, 788. Até setembro deste ano foram atendidos 695 idosos. O programa oferece atenção para pessoas idosas em seus domicílios.

Procurado, o candidato não respondeu.


“Fazer funcionar o Hospital Metropolitano do Barreiro em sua totalidade”
Alexandre Kalil (PSD), prefeito de Belo Horizonte, na página 10 do plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral em 2016

VERDADEIRO

Em dezembro de 2017, no primeiro ano de mandato do prefeito Alexandre Kalil (PSD), o Hospital Metropolitano Doutor Célio de Castro, conhecido como hospital do Barreiro, passou a ter funcionamento integral. O local foi estruturado com 460 leitos para atendimentos clínicos e cirúrgicos.

Editado por: Chico Marés

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