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Em sabatina Folha/UOL, Messina subestima déficit da prefeitura do Rio em 2018

Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
06.nov.2020 | 19h30 |

Nesta sexta-feira (6), o vereador Paulo Messina (MDB) foi o entrevistado na série de sabatinas realizadas pela Folha de S.Paulo, em conjunto com o UOL. Na entrevista, o vereador falou sobre sua passagem na prefeitura, como secretário da Casa Civil, e seu rompimento com o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). A Lupa checou algumas das declarações do candidato, que foi contatado, mas ainda não tinha respondido às checagens até a publicação. Veja o resultado: 

“A gente chegou lá [na Casa Civil], a prefeitura tinha tido quase R$ 1,1 bilhão de déficit primário (…)”
Paulo Messina, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, na sabatina feita pela Folha de S.Paulo, em parceria com o UOL, em 6 de novembro de 2020 

SUBESTIMADO

Dados da Prefeitura do Rio de Janeiro mostram que, até o fim de 2017, a gestão teve um déficit primário de R$ 2 bilhões. Paulo Messina assumiu a Casa Civil do governo Marcelo Crivella em janeiro de 2018. A previsão da meta fiscal, que consta na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2017, era de déficit primário de R$ 1,1 bilhão, número parecido ao citado pelo candidato – mas que representa apenas uma previsão inicial por parte da prefeitura.


“(…) A gente saiu de lá [da Casa Civil da prefeitura do Rio de Janeiro] com um superávit primário”
Paulo Messina, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, na sabatina feita pela Folha de S.Paulo, em parceria com o UOL, em 6 de novembro de 2020 

VERDADEIRO

Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária, a prefeitura do Rio de Janeiro apresentou um superávit primário de R$ 556 milhões. A receita primária da prefeitura foi de R$ 21,9 bilhões, e a despesa primária, de R$ 21,3 bilhões.


“O MDB na cidade do Rio de Janeiro quando entrei agora em abril nem vereador tinha”
Paulo Messina, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, na sabatina feita pela Folha de S.Paulo, em parceria com o UOL, em 6 de novembro de 2020 

VERDADEIRO, MAS

Paulo Messina se filiou ao MDB em 26 de março de 2020, segundo o TSE. Naquele momento, oito dos dez vereadores que foram eleitos pelo partido em 2016 estavam deixando a legenda. Alguns deles não tinham se filiado a outro partido no dia da entrada de Messina, mas já estavam em processo de saída. Atualmente, ele é o único emedebista entre os 51 vereadores na Câmara.

Em 2016, o MDB (ainda chamado de PMDB) elegeu dez vereadores. Jorge Felippe e Chiquinho Brazão trocaram o MDB por, respectivamente, DEM e Avante em 2018. Os outros oito saíram do partido na mesma “janela” partidária usada por Messina, eleito pelo PROS. Rosa Fernandes e Dr. João Ricardo foram para o PSC, Thiago K. Ribeiro e Verônica Costa para o DEM, Dr. Jairinho foi para o Solidariedade, Rafael Aloisio Freitas foi para o Cidadania, Willian Coelho para o DC e Junior da Lucinha para o PL.


“Na Viva Rio foram 5 mil e poucas pessoas demitidas da noite pro dia”
Paulo Messina, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, na sabatina feita pela Folha de S.Paulo, em parceria com o UOL, em 6 de novembro de 2020 

VERDADEIRO

Em janeiro de 2020, a prefeitura do Rio de Janeiro rompeu o contrato com a organização social Viva Rio, demitindo pouco mais de 5 mil funcionários. Com isso, a Organização Social (OS) parou de administrar 75 unidades de saúde pública do município. No fim de fevereiro, a Riosaúde assumiu a gestão desses estabelecimentos. Segundo a prefeitura, mais de 4 mil profissionais foram contratados pela empresa pública até o dia 18 de fevereiro de 2020. 


“Existiam 850, 880 equipes de Saúde da Família no governo Eduardo Paes [até 2015]. Em quatro meses de 2016, ele foi a 1263 equipes de Saúde da Família”
Paulo Messina, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, na sabatina feita pela Folha de S.Paulo, em parceria com o UOL, em 6 de novembro de 2020 

VERDADEIRO

De acordo com o Relatório Anual de Gestão de 2015, do Conselho Municipal de Saúde da prefeitura do Rio de Janeiro, havia 865 equipes de Saúde da Família (eSF) e de Bucal (eSB) no município. Já em 2016, no último ano da gestão de Eduardo Paes (Democratas), eram 1.296 equipes. A meta para o ano, de acordo com o mesmo relatório, era de 985.

Editado por: Chico Marés

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