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Salvador: Bruno Reis erra ao falar em gestão fiscal e iluminação

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
13.nov.2020 | 18h03 |

O candidato à prefeitura de Salvador Bruno Reis (DEM) ocupa a primeira posição na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Ibope em 30 de outubro de 2020. O candidato, atual vice-prefeito, participou do debate promovido pela TVE Bahia e Rádio Educadora em 24 de outubro. A Lupa analisou algumas de suas falas. A checagem faz parte do projeto Democracia Digital, no qual jornalistas de todas as capitais do Brasil verificam discursos dos quatro candidatos melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto em 2020.

Pastor Sargento Isidório (Avante), Olivia (PCdoB) e Major Denice (PT) – quarto, terceiro e segundo lugares – também tiveram falas checadas e publicadas em 3 de novembro, 5 de novembro e 11 de novembro, respectivamente. 

Confira o grau de veracidade do que disse Bruno Reis:

“Temos o orgulho de Salvador hoje ser a capital em 1º lugar em gestão fiscal do Brasil”
Bruno Reis (DEM), candidato a prefeito de Salvador, em debate da TVE Bahia e Rádio Educadora em 24 de outubro de 2020

VERDADEIRO

Em 2019, Salvador ficou na 1ª posição do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) das capitais, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Considerando os 5.337 municípios avaliados, a capital baiana ficou em 88º lugar.

O índice avalia as contas das cidades brasileiras por meio de dados oficiais relacionados a quatro indicadores: autonomia, que seria a capacidade de a prefeitura financiar a sua estrutura administrativa; gastos com pessoal; liquidez, que analisa o cumprimento das obrigações financeiras pelo município; e investimentos, que avalia a parcela da receita municipal destinada à geração de bem-estar para a população e competitividade para os negócios.


“Em 2012, [Salvador] ocupava a última posição [em gestão fiscal no Brasil]”
Bruno Reis (DEM), candidato a prefeito de Salvador, em debate da TVE Bahia e Rádio Educadora em 24 de outubro de 2020

FALSO

Salvador ocupou a 13ª posição entre as capitais brasileiras no ranking de 2013 do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) –  que teve 2012 como ano-base. A cidade ficou na frente de capitais como Boa Vista, Palmas, São Luís e Cuiabá. Entre os 5.288 municípios avaliados, a capital baiana ocupou a 663ª posição.

Levando em conta o estudo divulgado em 2012, que se baseou em dados de 2006 a 2010, Salvador ocupou a 23ª posição, que não é a última posição entre as capitais. Ficou à frente de Natal, Macapá e Cuiabá, que ocupou a última posição.

Procurada, a assessoria do candidato afirmou que, em 2012, a capital baiana ocupava o 23º posto no IFGF e em 2013, ocupou a 13ª posição. 


“Em 2012, Salvador era a cidade mais mal iluminada do Brasil”
Bruno Reis (DEM), candidato a prefeito de Salvador, em debate da TVE Bahia e Rádio Educadora em 24 de outubro de 2020

FALSO

Com base no estudo Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, publicado pelo IBGE em 2012, Salvador era a 12ª pior capital no quesito iluminação. O estudo que se baseou no Censo Demográfico de 2010. A cidade possuía aproximadamente 3,46% dos domicílios sem iluminação pública. Dos quase 638 mil domicílios investigados, pouco mais de 22 mil não eram servidos com iluminação.

A cidade ficou, no entanto, à frente de outras 11 capitais, como Maceió (AL), com 3,62%; Rio de Janeiro (RJ), com 3,91%; e Porto Velho (RO), em último lugar, com 18,25%.

A assessoria do candidato explicou que ele utilizou a expressão para “se referir à sensação dos habitantes da cidade em relação ao serviço oferecido. À época, havia diversas lâmpadas apagadas em Salvador, especialmente nas localidades mais pobres e com elevados índices de violência”. Informou ainda que, de acordo com o mesmo estudo apontado pela matéria, Salvador apareceu nas últimas posições em itens de infraestrutura urbana – incluindo a iluminação – se comparada a outras 14 cidades com mais de 1 milhão de habitantes.

Nota da redação: O projeto Democracia Digital é uma iniciativa da Lupa, do Instituto de Tecnologia & Equidade (IT&E) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, com apoio do WhatsApp e dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o Brasil. As checagens produzidas são distribuídas gratuitamente a rádios universitárias do país, com apoio do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

Editado por: Marcela Duarte

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CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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