A PRIMEIRA AGÊNCIA DE FACT-CHECKING DO BRASIL

Foto: Divulgação/Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Foto: Divulgação/Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

#Verificamos: É falso que supercomputador do TSE é um serviço de nuvem terceirizado

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
26.nov.2020 | 21h54 |

Circula nas redes sociais uma publicação que diz que o supercomputador utilizado na contabilização dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um serviço terceirizado de nuvem, o que deixaria os dados da votação vulneráveis. No primeiro turno das eleições, uma falha em um supercomputador do TSE foi responsável pelo atraso na apuração. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

 

print-tse-oracle-supercomputador-nuvem

“O SuperComputador do TSE que apurou as eleições não é um super computador…físico…É um serviço de nuvem terceirizado”
Trecho de publicação no Facebook, que até o dia 26 de novembro de 2020, às 20h30, tinha mais de 14 mil  visualizações.

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. De acordo com nota emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o processamento dos votos é realizado por dois supercomputadores que é mantido em uma sala-cofre do TSE. Os equipamentos foram cedidos pela empresa Oracle por quatro anos. Embora a Oracle também ofereça serviços de computação em nuvem, esse não é o serviço contratado pelo tribunal.


“O TSE não tem controle algum sobre o que é..Nem como funciona…Quem controla ele é uma empresa estrangeira Oracle…”
Trecho de publicação no Facebook, que até o dia 26 de novembro de 2020, às 20h30, tinha mais de 14 mil  visualizações.

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O TSE informou que a empresa, além de ceder os equipamentos, também oferece softwares de banco de dados e presta serviços de suporte e atualização dos produtos. Porém, quem controla as máquinas é a equipe do Tribunal. Os serviços da Oracle são utilizados desde 1996, quando foi realizada a primeira eleição com sistema de votação eletrônica no Brasil. 


“E mais…Foi contratada sem licitação!!!!”
Trecho de publicação no Facebook, que até o dia 26 de novembro de 2020, às 20h30, mais de 14 mil  visualizações.

VERDADEIRO, MAS

A informação analisada pela Lupa é verdadeira, mas foi retirada de contexto. O contrato firmado entre o TSE e a Oracle foi realizado sem licitação com base na prerrogativa de ausência de concorrência. O inciso I, do artigo 25, da Lei 8666/1993, desobriga a realização do processo licitatório quando há “inviabilidade de competição”, considerando que haja apenas um fornecedor para o serviço ou produto contratado. O acordo, no entanto, deve seguir os outros trâmites legais necessários. A sua celebração foi divulgada no Diário Oficial da União no dia 27 de março de 2020

Publicações semelhantes foram checadas pelo Estadão Verifica e Fato ou Fake.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Chico Marés

O conteúdo produzido pela Lupa é de inteira responsabilidade da agência e não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização prévia.

A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

A Lupa está infringindo esse código? Clique aqui e fale com a IFCN

 

Esse conteúdo foi útil?

1 2 3 4 5

Você concorda com o resultado desta checagem?

Sim Não

Leia também

SIGNATORY- International Fact-Checking Network
Etiquetas
VERDADEIRO
A informação está comprovadamente correta
VERDADEIRO, MAS
A informação está correta, mas o leitor merece mais explicações
AINDA É CEDO PARA DIZER
A informação pode vir a ser verdadeira. Ainda não é
EXAGERADO
A informação está no caminho correto, mas houve exagero
CONTRADITÓRIO
A informação contradiz outra difundida antes pela mesma fonte
SUBESTIMADO
Os dados são mais graves do que a informação
INSUSTENTÁVEL
Não há dados públicos que comprovem a informação
FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
DE OLHO
Etiqueta de monitoramento
Seções
Arquivo