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FactCheckLab: Quem não se vacina pode colocar em risco quem é imunizado? Checamos

| Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
27.nov.2020 | 10h00 |

Antes mesmo do completo desenvolvimento da vacina contra a Covid -19, as discussões sobre a necessidade e sobre a eficácia das vacinas têm ganhado espaço. Circula nas redes sociais um texto que afirma que pessoas que não se vacinam não podem fazer mal para quem se vacina. 

Como parte do FactCheckLab, a Lupa analisou o conteúdo e concluiu que ele é falso. Confira:

“Se você acredita que uma pessoa sem vacina pode fazer mal a uma pessoa com vacina, então você não acredita em vacinas”
Postagem compartilhada no Facebook que, até as 13h de 26 de outubro de 2020, tinha mais de cem compartilhamentos

FALSO

A afirmação é falsa. A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) explica que, quando uma pessoa completa o esquema de vacinação, ela, geralmente, fica protegida. Mas, nenhuma vacina tem efetividade de 100%.  A Sbim traz o seguinte exemplo: “quando se diz que a efetividade vacinal é de 80% significa que há a possibilidade de falha na resposta em 20% das pessoas vacinadas, que ainda podem contrair a doença”. E detalha alguns fatores que podem influenciar nos índices ideais de proteção.

Já que nem todos reagem da mesma forma às vacinas, a vacinação coletiva visa a proteger não apenas a pessoa vacinada, mas também as pessoas que, por questões imunológicas, apresentaram respostas menos eficientes à vacina.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também alerta que, embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar fronteiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida.

Nota da redação: Essa checagem faz parte do programa FactCheckLab, uma realização da Lupa, através do LupaEducação, com patrocínio da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil. Cerca de 100 jornalistas, de todas as regiões do Brasil, participaram de treinamentos em jornalismo e checagem de fatos e apresentaram propostas de iniciativas de fact-checking regionais, com o objetivo de fomentar a checagem de fatos hiperlocal no Brasil. Cinco projetos, um de cada região, foram escolhidos pela comissão julgadora como vencedores do programa. Gracielly Bittencourt é de Brasília e representa a região Centro-Oeste.

Editado por: Marcela Duarte e Natália Leal

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A Agência Lupa é membro verificado da International Fact-checking Network (IFCN). Cumpre os cinco princípios éticos estabelecidos pela rede de checadores e passa por auditorias independentes todos os anos

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INSUSTENTÁVEL
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FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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