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#Verificamos: Morte de seis pessoas durante testes da vacina da Pfizer não têm relação com o imunizante

Repórter (especial para a Lupa) | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
09.dez.2020 | 16h10 |

Circula pelas redes sociais que seis pessoas morreram ao participarem da última fase de testes da vacina desenvolvida pela Pfizer. Segundo a publicação, a informação teria sido confirmada pela Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana de regulação de alimentos e medicamentos. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Seis pessoas morreram no estágio final dos testes da Pfizer com a vacina COVID-19, revelou a Food and Drug Administration”
Trecho de conteúdo publicado pelo site diariodobrasil.org que, até o dia 9 de dezembro, tinha sido compartilhado 120 vezes no Facebook

VERDADEIRO, MAS

A informação analisada pela Lupa é verdadeira, mas está fora de contexto. De acordo com o documento de avaliação da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Pfizer em parceria com a BioNTech, divulgado na última terça (8) pela Food and Drug Administration (FDA), seis voluntários morreram durante o período de testes (ver página 50). Contudo, nenhuma das mortes foi causada pela vacina. Cerca de 38 mil pessoas participaram dos testes.

Quatro dessas pessoas faziam parte do grupo que recebeu placebo, e não o imunizante contra Covid-19 — e, portanto, a vacina não causou a morte dessas pessoas. As outras duas mortes em participantes também não têm relação com os testes. Uma foi provocada por parada cardíaca, 62 dias após a vacinação, e a outra em decorrência de uma arteriosclerose — condição em que os vasos sanguíneos podem endurecer com a idade — três dias após a vacinação. Essas condições não têm relação com o imunizante, segundo a FDA.

O relatório da FDA confirmou a eficácia e segurança da vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana e a previsão é que até o dia 10 a agência autorize o uso emergencial nos Estados Unidos. Trata-se do mesmo imunizante cujas primeiras doses começaram a ser aplicadas no Reino Unido no dia 8 de dezembro.

A avaliação divulgada pela FDA foi feita pelos próprios cientistas da instituição, a partir dos dados disponibilizados pelo laboratório. Eles concluíram que a vacina foi 95% eficaz na prevenção de doenças em grandes ensaios clínicos. Também foi verificada eficácia semelhante entre grupos de idade, gêneros, grupos raciais e étnicos e participantes com comorbidades médicas associadas a alto risco de Covid-19.

Em relação a menores de 16 anos, a equipe da FDA concluiu que não há dados suficientes para determinar se funcionará em crianças. Também alegou que são insuficientes os dados sobre gestantes e lactantes.

Nota: ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Chico Marés

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