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#Verificamos: É falso que ‘companheira de cela’ de Dilma disse que ex-presidente não foi torturada durante a ditadura

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
04.jan.2021 | 16h51 |

Circula pelas redes sociais que a ex-presidente Dilma Rousseff não teria sido torturada durante o período da ditadura militar brasileira. De acordo com o texto, uma jornalista chamada Mírian Macedo supostamente teria dividido a cela com a petista. Ela teria relatado que tanto ela quanto a ex-presidente foram interrogadas e não sofreram nenhuma tortura. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“A jornalista Mírian Macedo, conta que após o atentado terrorista com carro bomba contra o quartel do 2º Exército em São Paulo, onde participou Dilma Russeff resultado na morte com despedaçamento do corpo do soldado Mario Kosel Filho e mutilação de mais de 16 soldados, Dilma Russeff foi presa e em seguida a jornalista também foi preso por distribuir material subversivo e ambas ficaram na mesma cela e ela diz que Dilma Russeff é mentirosa por que ambas foram interrogadas confessaram os seus ilícito e não ouve tortura”
Texto em imagem compartilhada no Instagram que, até às 16h do dia 04 de janeiro de 2021, tinha sido compartilhado por mais de 1 mil pessoas

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Em abril de 2016, a jornalista Mírian Macedo negou em seu blog o boato que circula pelas redes sociais. “Pela centésima vez, eu nunca escrevi que Dilma Rousseff não foi torturada, ela e eu nunca estivemos presas na mesma cela, eu nunca vi Dilma Rousseff pessoalmente”, escreveu. 

O boato compartilhado nas redes sociais é uma interpretação equivocada de um texto publicado por Mírian em 2011. Na ocasião, a jornalista escreveu em seu blog sobre a experiência de ter sido detida durante a ditadura militar. Ela disse que não sofreu torturas e que acredita que muitas pessoas mentem ao falar que sofreram abusos na prisão. Contudo, em nenhum momento do texto ela cita o nome de Dilma. 

A peça de desinformação analisada pela Lupa já circula desde, pelo menos, 2015. O conteúdo voltou a ser compartilhado em redes sociais na semana passada, após o presidente Jair Bolsonaro questionar as torturas sofridas pela petista

Essa informação também foi verificada pelo Boatos.org.

Nota:‌ ‌esta‌ ‌reportagem‌ ‌faz‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌‌projeto‌ ‌de‌ ‌verificação‌ ‌de‌ ‌notícias‌‌ ‌no‌ ‌Facebook.‌ ‌Dúvidas‌ sobre‌ ‌o‌ ‌projeto?‌ ‌Entre‌ ‌em‌ ‌contato‌ ‌direto‌ ‌com‌ ‌o‌ ‌‌Facebook‌.

Editado por: Chico Marés

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