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#Verificamos: É falso que filho de Lula comprou 20% das ações da Sinovac

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
26.jan.2021 | 18h44 |

Circula pelas redes sociais que a Polícia Federal descobriu que a farmacêutica chinesa Sinovac Biontech Ltd teve 20% de suas ações compradas por um grupo de investidores brasileiros meses antes de assinar o acordo com o governo de São Paulo. O maior societário seria o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Uma força tarefa da Polícia Federal, descobriu que a empresa farmacêutica Sinovac Biotech Ltd, meses antes de assinar um acordo com o governo do estado de SP, e o instituto Butantan, teve 20% das ações compradas por um grupo de investidores aqui do Brasil, grupo de investidores que o maior societário é Fábio Luís Lula da Silva ( filho do ex presidente corrupto Lula), esses 20% custaram 100 milhões de reais na época da compra, agora com a mídia em cima dessa vacina de eficácia dúvidosa esses 100 milhões se transformaram em 1,5 bilhões de reais”
Texto que circula no WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. O filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, não comprou 20% das ações da farmacêutica chinesa Sinovac — responsável pelo desenvolvimento da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus que está sendo utilizada no Brasil. A acionista majoritária da Sinovac é a 1Globe Capital LLC, com 26% das ações da farmacêutica. 

Logo em seguida aparece SAIF Advisors Ltd. (com 15,2% das ações) e o presidente da Sinovac Wei Dong Yin (com 8,94% das ações). Você pode conferir a lista dos acionistas da farmacêutica aqui. O filho do ex-presidente não é mencionado como um deles. Não há nenhuma empresa brasileira entre as 10 maiores acionistas da empresa.

O filho do ex-presidente Lula nem sequer teria como comprar ações da companhia nos meses que antecederam o acordo entre a farmacêutica chinesa e o Instituto Butantan. As ações da companhia, negociadas na Nasdaq, estavam congeladas desde fevereiro de 2019 por causa de uma disputa entre os sócios, ou seja, elas não podiam ser compradas e vendidas. Um acordo para encerrar a disputa foi celebrado em dezembro de 2020, mas as ações ainda não foram descongeladas.

A Sinovac e o Instituto Butantan assinaram, em junho de 2020, um acordo para produzir e testar a vacina Coronavac, contra a Covid-19, no Brasil. Após a conclusão dos testes, em 17 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial do imunizante.

Essa informação também foi verificada pelo Boatos.org.

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Chico Marés

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