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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil

#Verificamos: É falso que Anvisa registrou 26 mortes por vacinas contra Covid-19 ‘nas últimas 24 horas’

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
11.mar.2021 | 20h10 |

Circula pelo WhatsApp um texto do site Estudos Nacionais com a afirmação de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou 26 novas mortes por vacinas contra a Covid-19 “nas últimas 24 horas”. As informações teriam sido extraídas do VigiMed, sistema administrado pelo órgão para o envio de notificações sobre eventos adversos de imunizantes e medicamentos. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“Anvisa registra 26 novos óbitos por vacinas nas últimas 24 horas”

Título de texto publicado pelo site Estudos Nacionais que, até as 16h de 11 de março de 2021, tinha mais de 1 mil compartilhamentos

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. Os dados do texto foram extraídos do Painel de Notificações de Farmacovigilância da Anvisa, uma ferramenta criada para reunir relatos de eventos adversos de vacinas e medicamentos. Os registros, que são apenas suspeitas, podem ser enviados por profissionais de saúde, empresas ou consumidores por outro sistema, o VigiMed. Depois disso, ainda precisam passar por uma investigação, que vai analisar outros elementos para entender o que causou os problemas reportados. Por esse motivo, não podem ser considerados como “prova de mortes causadas pelas vacinas contra Covid-19”, como fez a publicação do site Estudos Nacionais. Segundo a Anvisa, não foi registrada nenhuma morte associada a essas vacinas até o momento

Em reportagem publicada em 2 de março, a Lupa já havia apontado que os números extraídos do Painel de Notificações de Farmacovigilância não são oficiais; logo, não representam problemas detectados pela Anvisa. Esses dados são apenas um dos instrumentos adotados pela agência para analisar os problemas associados a vacinas e medicamentos. A constatação de eventos adversos depende também dos resultados de ensaios clínicos, da análise de artigos científicos, de informações enviadas a partir do monitoramento feito em outros países, entre outros elementos. Todo o conjunto precisa ser analisado para se concluir que há riscos no uso de um determinado imunizante ou remédio.

A Anvisa publicou uma nota em seu site, no dia 2 de março, para esclarecer que as informações do painel não indicam nenhuma relação das vacinas com eventos adversos graves ou mortes no país. “O uso de dados de forma descontextualizada ou sem a interpretação técnica necessária pode levar a conclusões falsas”, diz o texto. “Já é esperado que pessoas venham a óbito por outros motivos de saúde e mesmo por causas naturais, tendo em vista a taxa de mortalidade já conhecida para cada faixa etária da população brasileira.” Segundo a Anvisa, os relatos ao VigiMed são considerados evidências científicas de menor relevância por virem de terceiros.

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Marcela Duarte

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Os dados são mais graves do que a informação
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FALSO
A informação está comprovadamente incorreta
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