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#Verificamos: É falso que Drogasil e Droga Raia vendem vacinas contra a Covid-19

Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
01.abr.2021 | 19h20 |

Circula pelo WhatsApp uma mensagem com o anúncio de que vão começar os agendamentos para vacinação particular contra a Covid-19 na rede de farmácias Droga Raia. Algumas versões do texto dizem que será na Drogasil. A publicação afirma ainda que haverá 20 vagas por dia e que é preciso agendar o horário, o que pode ser feito pelo telefone de contato fornecido. O valor dos imunizantes varia de R$ 225 a R$ 379,50. Por WhatsApp, leitores da Lupa sugeriram que esse conteúdo fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação​:

“?*Na DrogaRaia tem!*?
Prezados clientes, é com enorme satisfação que anunciamos o início dos agendamentos para vacinação Particular contra a Covid-19. ?
Somente 20 vagas por dia! Agende agora seu horário.
Agilidade e comodidade!
CoronaVac – R$225,00
Pfizer – R$ 295,00
Jensen (Dose Única) – R$379,50″

Mensagem que circula pelo WhatsApp

FALSO

A informação analisada pela Lupa é falsa. A assessoria de imprensa da RD, empresa responsável pelas redes de farmácia Droga Raia e Drogasil, afirmou, em nota, que não comercializa vacinas contra a Covid-19. “As mensagens que estão circulando sobre a comercialização do imunizante são falsas e a empresa já está investigando o caso para tomar as medidas cabíveis”, afirmou o texto. Como é fornecido um telefone de contato na mensagem do WhatsApp, aqueles que entram em contato podem ser vítimas de um golpe.

Recentemente, algumas unidades da rede montaram postos de vacinação gratuita contra a Covid-19 em parceria com as prefeituras de São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Americana (SP) e Cabedelo (PB). A aplicação, no entanto, está restrita aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde e segue a ordem de atendimento estipulada pelos governos estaduais. Como há poucas doses disponíveis, foram escolhidas faixas etárias específicas e grupos profissionais para receber os imunizantes primeiro. 

As pessoas que se encaixam nas condições exigidas para aquela data podem se dirigir a um dos postos dessas farmácias sem precisar de agendamento prévio. No local, recebem uma dose do imunizante que estiver disponível dentre os usados no Programa Nacional de Imunizações do governo federal. Atualmente, existem apenas duas opções: CoronaVac, feita pela empresa chinesa Sinovac em parceria do Instituto Butantan; e Vaxzevria, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A venda de vacinas pela iniciativa privada para a população deve seguir as condições impostas pela Lei nº 14.125, de 10 de março. De acordo com o parágrafo 1º do artigo 2º, empresas que quiserem comprar esses produtos terão que doar todas as doses para o Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto ocorrer a imunização de grupos prioritários. Quando terminar a aplicação nessa parcela da população, a iniciativa privada poderá adquirir doses, mas terá de doar metade do total para o SUS. Mesmo assim, as aplicações feitas pelas empresas terão de ser gratuitas segundo o parágrafo 2º do artigo 2º da lei.

Houve questionamentos na Justiça depois que a lei foi sancionada e, em 25 de março, o juiz substituto da 21ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Rolando Spanholo, decidiu que a doação de 100% das doses adquiridas pela iniciativa privada para o SUS é inconstitucional. Ele atendeu a um questionamento do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo. Dias depois, outras entidades também foram autorizadas pelo magistrado a importar imunizantes. A Advocacia-Geral da União recorreu da decisão. O caso ainda será julgado. 

Esta‌ ‌verificação ‌foi sugerida por leitores através do WhatsApp da Lupa. Caso tenha alguma sugestão de verificação, entre em contato conosco pelo número +55 21 99193-3751.

Editado por: Marcela Duarte

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A informação está comprovadamente incorreta
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